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UOL e o valor publicitário do jornalismo

Jornalistas e diretor de publicidade da empresa compartilham os investimentos do UOL em jornalismo investigativo e novos formatos

Thaís Monteiro
7 de outubro de 2021 - 16h34

Se marcas receiam estar vinculadas a assuntos polêmicos, o mesmo vale para o jornalismo, principalmente o investigativo e aquele que trata da família Bolsonaro. Para debater isso, o UOL realizou um painel junto a Bebeto Pirró, diretor de publicidade do UOL, Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL, e Juliana Dal Piva, colunista do UOL. A mediadora foi Fabíola Cidral, apresentadora do UOL News.

(Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

A conversa começou com Juliana contando um pouco do seu trabalho acompanhando a família Bolsonaro nos últimos três anos e traduzindo todas as informações obtidas — antigas e frescas — em conteúdo nos formatos texto, podcasts e vídeos, que é o grande desafio da profissão. Para Murilo Garavello, a partir do momento que de o UOL realizou que precisa de conteúdo exclusivo e de qualidade para oferecer um diferencial diante a concorrência, a empresa decidiu investir no jornalismo investigativo, que hoje tem um núcleo dedicado a acompanhar histórias simultâneas.

No entanto, em termos de verba e receita, o jornalismo investigativo não vale a pena no curto prazo. “Para você conseguir audiência, você precisa de matérias rápidas e que geram atenção. “No curto prazo, a conta não fecha. Mas no médio, esse material dá prestígio que outros veículos não têm. Em uma redação tão grande quanto a nossa, temos um papel importante de revelar histórias que muita gente não quer que sejam reveladas. Não é tudo que produzindo visando estratégia comercial. É papel do jornalismo. É um dos pilares da credibilidade do UOL”, colocou diretor de conteúdo.

O diretor de publicidade contribuiu para essa discussão afirmando que há atratividade para as marcas no jornalismo, que é estar vinculado com uma marca que produz informação verídica em um momento complicado em termos de notícias falsas. “Eu nunca consegui vender uma coluna dessas [como a da Juliana], mas eu consigo vender o tráfego, pessoas que querem saber o que está acontecendo. Eu preciso de volume e qualidade, que são as coisas mais fáceis. São 110 milhões de pessoas que visitam o UOL todos os meses, mas o objetivo é 130 milhões”, disse.

Para ganhar esses 130 milhões e mais acordos comerciais, o UOL tem apostado em vídeo. Uma novidade deste ano é o Canal UOL, que se trata de uma programação de oito horas de conteúdo com jornalismo, esporte e entretenimento. A grade fica disponível nas redes sociais do UOL, mas também no UOL Play. Além disso, a empresa se esforça para repercutir seus conteúdos sempre em vídeo e nas plataformas sociais. Segundo Pirró, o vídeo tem crescido cada vez mais em audiência e atratividade dos anunciantes e ele quer duplicar os horários de programação em vídeo do Canal UOL.

Esse aspecto multiplataforma se torna um desafio na reunião de métricas. Cada conteúdo é testado em diferentes plataformas, pois eles se diferenciam em resultado com cada público. O UOL ainda se esforça para acompanhar a jornada do público. A empresa tem informativos em assistentes de voz para quem tem preguiça de ler pela manhã e podcasts para quem se informa durante exercícios. “Desenhamos os projetos e fazemos mídia, vídeo, evento, com influenciador. Temos que estar onde a audiência está. Sempre você vai esbarrar com o UOL”, afirmou o executivo de publicidade.

O UOL ainda reforçou seu empenho em tornar a empresa mais diversa com a contratação de novos colunistas diversos, e realizando um Censo anual para entender a estrutura organizacional e como ser um melhor espelho da sociedade brasileiro. Existe um núcleo da empresa dedicado a isso.

Dentre novidades, Pirró anunciou que a marca espera realizar eventos e premiações presenciais, como o CarnaUOL e o Prêmio Ecoa, além de ter projetos concentrados em novembro para o Enem, a Copa do Mundo e as Eleições de 2022, mas continuará investindo em lives e no digital.

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