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Krieck: “O maior desafio do futuro está relacionado a pessoas”

Charles Krieck, presidente da KPMG Brasil, compartilha as projeções para o ano de 2022 e destaca transformação digital e ESG como avenidas de crescimento

Taís Farias
7 de outubro de 2021 - 16h44

Charles Krieck, presidente da KPMG Brasil (Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)
 

É com o termo “otimismo cauteloso” que Charles Krieck, presidente da KPMG Brasil, define as projeções para o ano de 2022. No palco do Maximídia, o executivo afirmou que, apesar da complexidade do cenário macroeconômico, há indicadores que apontam um caminho melhor para a economia no próximo ano. Alguns dos protagonistas desse movimento seriam os setores de serviços e eventos que, com o avanço da vacinação e a circulação de pessoas, acessam uma demanda reprimida que ainda não foi atendida. O executivo também aponta que algumas mudanças realizadas pelas companhias ao longo desses meses vão refletir em crescimento no futuro.

“A maioria das empresas percebeu que há alguns itens que precisam de investimento e vão gerar crescimento daqui a pouco”, aponta. “A pandemia acabou sendo um grande garoto propaganda de coisas, que já eram uma preocupação, e tiveram os investimentos acelerados”, explica Kriek. Nesse sentido, ele destaca dois fatores – transformação digital e ESG. Os investimentos nessas frentes não só garantiram que o consumidor, com novos hábitos, continuasse a ser atendido, como vai pavimentar as novas avenidas de crescimento.

“Hoje, você vê financiadores começando a perguntar se deveriam colocar seus investimentos em empresas que não tem preceitos claros de ESG”, ilustra. “Estamos começando a falar mais claramente em futuro e risco reputacional”, acrescenta o executivo. 2022 também será marcado pelas eleições presidenciais no Brasil, fator que historicamente gera um ambiente de insegurança e empresas em compasso de espera. Para o presidente da KPMG, isso exige que as companhias usem seus investimentos de forma ainda mais estratégica em áreas capazes de gerar valor. “Quem estiver melhor preparado, vai levar a fatia do bolo antes”, projeta o executivo.

Guerra de talentos

Mas esse movimento também gera dores. Na mesma semana em que Facebook, WhatsApp e Instagram ficaram fora do ar por cerca de sete horas, Krieck defende que começaremos a viver as consequências de termos nos tornado tão dependentes da tecnologia. Segundo um relatório recente da Gartner, globalmente, o prejuízo financeiro com ataques cibernéticos pode chegar até US$ 50 bilhões em 2023. Além disso, estaríamos prestes a vivenciar uma guerra por talentos, com as companhias disputando os melhores profissionais e repensando seus modelos de trabalho para retê-los. “Para mim, o cerne e o maior desafio que teremos no futuro está relacionado a pessoas. Quem não depende de pessoas? Criatividade é pessoas”, indaga o presidente da KPMG.

O tópico da atração de talentos leva a discussão para como as empresas estão encarando e o retorno aos escritórios e adoção de jornadas híbridas. “Está me parecendo que decisões radicais não são adequadas. O futuro dessas relações vai ser opcional com limites”, explica o presidente da consultoria sobre a opção de ter colaboradores trabalhando de maneira flexível. Ele enxerga um período de acomodação pela frente. “Voltar é mais difícil do que isolar”, defende. “Tem coisas que são cômodas no home office, mas não podemos esquecer que somos seres sociais”, acrescenta o executivo.

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