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As vantagens e os percalços da inovação aberta

Em painel da Neooh, profissionais da Ambev, The Bakery Brasil e Riachuelo falam sobre a união entre as grandes corporações e as startups em prol da busca por soluções

Bárbara Sacchitiello
6 de outubro de 2021 - 11h56

Da esq. para a dir.: o moderador Luiz Gustavo Pacete, Rafael Mota, Marcone Siqueira e Ligia Monici (Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

Desde quando a indústria de consumo, de forma geral, descobriu que a agilidade, os métodos de trabalho e, sobretudo, a capacidade de propor soluções para problemas complicados das startups poderiam ser a resposta para muitas de suas questões, o termo ‘inovação aberta’ ganhou mais espaço também na área da comunicação.

A possibilidade de agregar empresas em torno de uma solução em comum é atrativa por inúmeros aspectos. A Neooh, empresa brasileira de out-of-home, por exemplo, conseguiu avançar na digitalização de seu inventário e na neutralização de carbono em sua atuação depois de ter feito, em 2020, seu primeiro programa de inovação aberta, para agregar startups que trouxessem soluções ao seu negócio, como contou Leonardo Chebly, CEO da empresa, durante sua participação no Maximidia, nessa terça-feira, 5.

Abrir as portas da empresa para ideias externas, no entanto, é algo que exige uma mudança cultural e uma disposição de todas as partes envolvidas. A respeito disso, a empresa de OOH promoveu um painel para debater, justamente, as dores e as vantagens da inovação aberta para os negócios. A conversa, que foi moderada por Luiz Gustavo Pacete, editor da Fast Company, teve as participações de Marcone Siqueira, co-fundador a The Bakery Brasil; Rafael Mota, diretor global de martech da Ambev Global Tech; e de Ligia Monici, diretora de marketing e inovação da Riachuelo.

“As empresas saíram da cultura do ‘eu construo’ para um pensamento coletivo, de que todos podemos construir juntos. A startup faz brilhar os olhos das pessoas e das empresas quando falamos em inovação aberta, mas é importante pensar em todo o ecossistema: diversos atores, cada um com sua fortaleza que, juntos, contribuem para o todo”, destacou Marcone a respeito do papel de cada um dos lados envolvidos nos processos de inovação aberta.

Ligia contou um pouco sobre como é pensar a inovação em uma empresa com 74 anos de atuação no mercado, como é o caso da Riachuelo. A rede de varejo, assim como grande parte das empresas do País, passou por um processo de aceleração digital durante a pandemia, que contribui para o avanço em alguns processos que já vinham se desenhando. “Aceleramos o e-commerce e a integração entre as vendas digital e física, tornado possível comprar via internet e retirar nas lojas. São diferentes formas de aceleração do consumo e também da comunicação. Nosso atual conceito criativo diz que a ‘Riachuelo Segue Você”, que significa uma mudança naquela ideia de seguir a moda, reforçado que o conceito de moda está em todo lugar e é ditado pelos clientes”, contou a diretora.

Rafael Mota, da Ambev, listou algumas dificuldades que surgem quando as empresas abrem as portas para processos de inovação. Segundo ele, a resistência cultural das equipes ainda é uma barreira, bem como os processos de aprovação das ideias. “Precisamos ainda gastar muita energia no nosso núcleo por conta da resistência cultural. Mas a maior dificuldade que encontramos ainda é encontrar o equilíbrio entre o monitoramento das novas soluções, sem perder o timing. Quando falamos na importância de ter um processo de monitoramento bem aplicado, de todas as áreas, é para não precisar ficar provando muito ao longo de todo o processo. Precisamos trucar a falta de agilidade corporativa”, destacou. Marcone, da The Bakery Brasil, complementou o raciocínio. “Em um processo de inovação, cada player acaba oferecendo e tirando do ecossistema aquilo que lhe convém. É um momento em que precisamos quebrar as estruturas dos grandes e dos pequenos e, nessa simbiose, entender o que cada um pode oferecer em termos de agilidade, processos e cultura”, declarou.

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