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Maximídia

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Trilhas do Maximídia destacam diversidade e inclusão

Evento, que acontece nestas terça, quarta e quinta-feira, em São Paulo, levanta pautas relacionadas à pluralidade na indústria


3 de outubro de 2021 - 21h26

Levis Novaes, co-fundador e diretor de estratégia da Mooc, Rita Romão, líder de estratégia da Think Eva, e Daniele Mattos, sócia e co-fundadora da Indique uma Preta, entre os destaques da trilha Diversidade (Crédito: Divulgação)

Um estudo realizado pela consultoria Willis Towers Watson e publicado pela Exame indicou que a diversidade e inclusão é um tema recorrente entre as companhias. Resultados indicam que 90% dos gestores pretendem tornar a temática uma realidade, com meta para realização até 2023. O contraste com o passado traz otimismo: há seis anos, a porcentagem era de apenas 49%, conforme revela a consultoria. O debate acerca do tema se tornou mais amplo no ano passado, fomentado por diversos acontecimentos e, sobretudo, pela pandemia. E a discussão será trazida para o Maximídia, que acontece nesta semana, de terça, 5, a quinta, 7, em trilhas e painéis sobre diversidade e inclusão em empresas e na publicidade em geral.

Defendendo o ponto de vista de que uma equipe com diversidade e lideranças inclusivas é um investimento mais eficiente em inovação do que a própria tecnologia, Levis Novaes, co-fundador e diretor de estratégia da Mooc, e Rita Romão, líder de estratégia da Think Eva, serão os convidados da trilha Diversidade sobre o tema “Mais pessoas, menos robôs”. Ambos receberam destaque na terceira edição do 30 Under 30, lista de Meio & Mensagem com profissionais promissores nas áreas de comunicação, marketing e mídia.

“A minha primeira dificuldade quando eu estava entrando no mercado de comunicação, ali na fase inicial, era exatamente quais seriam os meus pontos de referência, uma vez que o histórico é longo de ausência de lideranças pretas dentro das agências, das produtoras e das marcas, então isso era uma questão, principalmente aqui no Brasil”, conta Levis. Paulistano, o profissional aponta estar em uma “busca constante por conexões e estratégias que abrem caminhos para que mudanças relevantes aconteçam, experienciando visões plurais complementares e com potencial de transformação”.

Ainda que tenha nascido no Rio de Janeiro, Rita Romão morou desde os dois meses de vida em Aracajú, Sergipe, que considera seu estado natal. A líder de estratégia da Think Eva utiliza sua carreira como publicitária para deixar um legado no mundo construindo pontes para o povo preto, mulheres, periféricos e nordestinos.

No time de palestrantes internacionais no evento, o segundo dia contará com a presença de Susan Credle, global chief creative officer na FCB. Representando a mais premiada rede na última edição do festival de Cannes, a executiva falará sobre a liderança feminina nas agências.

O tema vem de um longo histórico de falta de mulheres na indústria da comunicação. Em 2015, Meio & Mensagem realizou um levantamento junto às 30 maiores agências do País e identificou que apenas 20% dos cargos de criação eram destinados à presença feminina. Três anos depois, este número passou para 26%. Já no que diz respeito à liderança, o índice era de apenas 6%, contra 14% em 2018, por exemplo. Susan Credle é a primeira mulher a ocupar a presidência do The One Club for Creativity e já foi destaque na lista das “100 mulheres mais influentes”, do Advertising Age, além da “Mulhe[1]res mais criativas da publicidade” da Business Insider.

Representatividade

Ainda acerca da diversidade racial no segmento, Daniele Mattos, sócia e co-fundadora da consultoria Indique uma Preta, será parte da trilha Diversidade, no dia 7, ao lado de Felipe Silva, CEO e COO da agência Gana — que chegou ao mercado no primeiro semestre deste ano com um time 100% preto. O profissional também é fundador do projeto Escola Rua, que tem como objetivo capacitar estudantes publicitários de baixa renda. O alvo da discussão será o da inclusão racial na indústria da comunicação, sob tiva de como o recrutamento pode ampliar horizontes para criar soluções mais conectadas com as demandas da sociedade contemporânea.

Em entrevista ao Meio & Mensagem, em março, Felipe Silva declarou que não estaria inaugurando uma agência 100% preta se todos os profissionais negros conseguissem acessar as agências de propaganda, principalmente as áreas de criação. O cenário do mercado de trabalho é ainda mais complicado para mulheres pretas. Em 2020, a Indique uma Preta apresentou, ao lado da Box1824, a pesquisa intitulada “Potências (in)visíveis: a realidade da mulher negra no mercado de trabalho”, com o foco de analisar um cenário em que a população negra segue sub representada no ambiente corporativo, ainda que representem a maior força de trabalho do Brasil. Entre os motivos listados pelas mulheres negras ouvidas, a falta de oportunidades de crescimento profissional é a causa mais recorrente. Ainda, nenhuma das entrevistadas ocupava cargos de CEO e apenas 2% eram diretoras no atual trabalho, contra 3% de gerentes, 3% de supervisoras/coordenadoras, 3% de sócias/proprietárias, 8% de analistas, 18% de administrativo/ operacional, 23% de assistente/auxiliar e 5% de estagiários/trainees.

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