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28 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO DE 2020 | ONLINE

Kroton e Descomplica: digitalização da educação

Rodrigo Cavalcanti, CMO da Kroton, e Daniel Pedrino, presidente da Faculdade Descomplica, falam sobre os desafios e oportunidades da transformação digital

Taís Farias
30 de setembro de 2020 - 14h19

Em 2020, a pandemia da Covid-19 fechou salas de aula e colocou alunos de todas as gerações para aprender de maneira digital. Os desafios desse processo passam pela falta de acesso e as barreiras culturais que cercam o ensino a distância. Na manhã desta quarta-feira, 30, no Maximídia 2020, Rodrigo Cavalcanti, CMO da Kroton, empresa que faz parte do Grupo Cogna e é dona de marcas como Unopar e Anhanguera, e Daniel Pedrino, presidente da Faculdade Descomplica, debateram o tema.

 

Rodrigo Cavalcanti, CMO da Kroton, e Daniel Pedrino, Presidente da Faculdade Descomplica, em debate durante o Maximídia 202o (Crédito: Eduardo Lopes)

Há oito anos no mercado, a startup Descomplica soma oito milhões de alunos e baliza o seu desempenho em três pilares: tecnologia, professores e conteúdo. “É ser relevante por um preço acessível e chegar na casa do aluno”, sintetiza Daniel. Em 2012, a edtech percebeu a digitalização que acompanharia as novas gerações e se antecipou para investir nesse mercado. Cinco meses após a chegada do novo coronavírus no Brasil, a empresa lançou a Faculdade Descomplica, se tornando a primeira da categoria a investir em ensino superior.

No mesmo período, a Kroton viveu o desafio de transferir 18 mil turmas em 24 horas para modalidade digital. “Nós queríamos garantir a continuidade do serviço”, conta o CMO. No início, o objetivo central da companhia era viabilizar as aulas com professores e alunos online ao mesmo tempo em uma plataforma. A migração foi facilitada pela estrutura digital que a instituição já tinha. A partir daí, a Kroton vem buscando outros elementos que flertam com o entretenimento para melhorar a experiência do usuário.

Para o presidente da Faculdade Descomplica, apesar de a pandemia ter levado a educação para plataformas online, ainda há muito que ser feito para esse conteúdo, de fato, se digitalizar. “Muito do que nós estamos vendo é uma aula presencial gravada e transmitida. O conteúdo precisa ser pensado para o digital”. Ele também fala sobre o desafio de fidelizar e gerar experiências para os alunos recém-chegados. “A pandemia fez com que muitas pessoas que tinham preconceito com o ensino a distância deixassem de ter […] Como a gente faz para que essas pessoas que aderiram entendam que existe algo feito especificamente para o digital?”, questiona Daniel.

Conhecimento hightech
Independentemente da escala, a aplicação de ferramentas online já é certa no presente e futuro das empresas de educação. “Nós sempre acreditamos no hibridismo. Para muitos lugares do Brasil, o digital é a única solução”, defende Rodrigo. Para buscar soluções baseadas em tecnologia, a Kroton tem uma parceria com o Cubo, plataforma de inovação aberta do Itaú. “As edtechs trazem um olhar fresco”, diz o CMO sobre a experiência.

Nessa equação, Daniel explica que é preciso se aproveitar da agilidade que é característica das startups. A empresa lançou vinte cursos de pós-graduação em seis meses. “Nós somos uma zebra que acabou de nascer em uma savana. É preciso ser rápido”, ilustra o presidente da Faculdade Descomplica. Com todas essas transformações, as demandas das empresas de educação também mudaram. Tanto Descomplica quanto Kroton contam com estruturas que se aproximam de produtoras.

A comunicação também ganha um papel importante nesse contexto. “Não conheço um produto que seja mais difícil de ser vendido que a educação”, afirma Daniel. Na Kroton, a estratégia tem sido colocar o aluno no protagonismo e explorar o potencial de transformação social que existe na educação, como os filmes de Anhanguera que apostam na experiência de alunos reais que contam sua história. Já o Descomplica segue investindo em marketing de conteúdo para conquistar e fidelizar o aluno, além de construir sua marca. Para os executivos, o caminho da educação deve estar cheio de mudanças. “O mercado muda, as faculdades vão se transformar e a maneira de entregar esse conhecimento vai ser outra”, aposta o presidente da Faculdade Descomplica.

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