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Kobra: arte e comunicação na jornada urbana

Em painel com conteúdo selecionado pela Eletromidia, o muralista fala sobre sua trajetória profissional e a relação com as cidades

Victória Navarro
30 de setembro de 2020 - 12h21

Em painel com conteúdo selecionado pela Eletromidia, patrocinadora da 34ª edição do Maximídia, Alexandre Guerrero, chief sales officer da empresa, entrevistou o muralista Kobra sobre como a arte e a comunicação se conectam com a cidade de modo democrático. “A cidade pertence às pessoas. É preciso respeitar o ambiente público, da melhor forma possível, e entender quem são as pessoas que circulam por aquele local. É preciso, também, tentar imaginar, de uma forma criativa, uma evolução daquele espaço, para que as pessoas tenham interesse de olhar para aquela ideia e mensagem colocadas”, disse. Confira a entrevista:

Como tudo começou
A arte, o desenho, as ruas, sempre, aconteceram de modo muito natural, na minha vida. Eu me empolguei com tudo que acontecia nas ruas, a cidade, os movimentos, grafite, skate, hip hop. E, eu consigo ficar pouquíssimo tempo dentro de um lugar. Sou muito hiperativo. Eu vi, nas ruas e na cidade, a possibilidade de liberdade. A conexão deu-se na prática, de aprender nas ruas. Durante o meu início, tudo que pude ver, desde crime até gente trabalhadora e honesta, me fez aprender. Eu quis muito pintar e fazer o que faço. O meu início foi bem difícil, como em todas as carreiras. Hoje, isso me deu muita força, um suporte grande, fez com que eu aprendesse a lidar com os mais diferentes desafios. Eu consigo transitar em ambientes diferenciados, por conta dessa história.

 

Obra do muralista Kobra

A rua como arte
Muitos dos temas que pintei são recorrentes. Eu venho falando de muitas coisas que eu falei lá atrás. Tudo que eu vivi, em termos de intolerância, racismo e drogas, serve de tema para o meu trabalho. E, as ruas, obviamente, significaram e significam a melhor plataforma para exibir o meu trabalho. Quando eu pintei um prédio, pela primeira vez, eu nunca tinha visto ninguém fazer o mesmo. Eu fui buscar informação. Eu, sempre, corri atrás. A rua, sempre, foi interessante, porque você tem o contato frente à frente com pessoas diferentes, que adoram e não adoram arte. Assim, você percebe a maneira correta de lidar com a cidade, com diferentes universos. Ocupar as ruas é uma grande responsabilidade, porque elas também simbolizam um espaço público com diferentes pessoas.

Relação das pessoas com as obras
Estabelecer essa relação das pessoas com as obras exige muito da minha parte como artista, porque eu chego a fazer vários estudos e desenhos para chegar em um resultado. Eu faço pesquisas sobre onde a arte está inserida. Todos os meus desenhos tem a ver com a arquitetura do local, a estrutura, a história, a minha história de vidas. Eu procuro, sempre, uma conexão entre as coisas que eu acredito, que eu vivencio e vivenciei. A cada momento, eu sinto que eu tenho que trabalhar algum tempo. Eu não posso pensar que toda arte serve para todo o lugar.

Como nasce a ideia de uma obra
Hoje, eu sou convidado ao redor do mundo. Mas, eu ainda tenho em mim aquele menino da periferia, que saia, encontrava um muro na cidade e pedia autorização para o proprietário. Eu comecei com 12 anos. Os espaços acontecem das mais variadas formas. Hoje, depois de 30 anos de história nas ruas, eu tenho o privilégio de decidir algumas propostas. Do ano passado para cá, eu fui convidado para mais de 40 países. Cada lugar, é uma oportunidade para um trabalho completamente diferente, para poder inovar e criar. Precisa ter emoção no que está sendo feito. As pessoas precisam entender que a mensagem que está sendo colocada ali é sincera. Independente se é um trabalho social ou não, eu vou me dedicar da mesma forma, sempre a partir de muito estudo. Eu gosto de ver o que está rolando no cinema, na arquitetura, nas artes plásticas.

Dica para quem cria para publicidade
A cidade pertence às pessoas. É preciso respeitar o ambiente público, da melhor forma possível, e entender quem são as pessoas que circulam por aquele local. É preciso, também, tentar imaginar, de uma forma criativa, uma evolução daquele espaço, para que as pessoas tenham interesse de olhar para aquela ideia e mensagem colocadas.

O futuro
O meu próximo trabalho é em frente ao World Trade Center, em Nova York. Eu estou, apenas, a liberação para ir para lá. Existe a primeira torre, que já foi construída. Será no local da segunda torre. Vai ser uma painel de 1200 metros quadrados. Eu vou falar sobre paz.

*Painel de patrocinador: Eletromidia

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