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28 DE SETEMBRO A 01 DE OUTUBRO DE 2020 | ONLINE

“Teremos demanda similar ao pré-Covid em 2021”

Paulo Kakinoff, presidente da Gol LInhas Aéreas, destaca investimento em tecnologia como um dos atributos que tem ajudado a companhia a atravessar a crise

Isabella Lessa
29 de setembro de 2020 - 11h28

Para Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas, o futuro não será tão disruptivo quanto apostam algumas pessoas. Ao menos sob o aspecto das jornadas de trabalho, que, segundo o executivo, ainda exigem que certas atividades sejam feitas presencialmente, como o treinamento de estagiários.

Entrevistado por Salles Neto, presidente do Grupo M&M, no Papo de CEO desta terça-feira, 29, Kakinoff exemplificou, por meio de números, os impactos da crise da Covid-19 sobre a companhia: antes da pandemia, a Gol tinha uma média de 800 voos por dia. No final de abril, a empresa começou a observar um aumento de 5% nas vendas de passagens semana a semana. Em junho, o número de voos diários ficou em 120, em julho, saltou para 250, em setembro, subiu para 320 e a expectativa é que chegue a 450 em outubro.

Apesar da retomada, Kakinoff explica que o fluxo de caixa ainda não é o mesmo, até porque antes da Covid-19, 25% dos voos da companhia eram compostos por pessoas que viajavam corporativamente. A aquisição de bilhetes deste grupo se dava por meio de agências de contas corporativas, com uma média de três semanas de antecedência. “Uma semana depois, tínhamos toda a receita no caixa. Como a tarifa era maior por causa da antecedência, essa parte representava 60% da receita de um voo. Hoje, esta demanda está próxima a zero”.

Atualmente, os clientes que viajam a lazer estão fazendo o caminho inverso: se antes da pandemia compravam com cinco meses de antecedência, hoje compram passagens uma semana antes. Por aspectos culturais e pela própria necessidade que o momento exige, essa clientela tem parcelado as compras em até cinco vezes, observa o executivo. Por não conseguir excluir as tarifas dos serviços prestados, esta demanda de lazer responde, hoje, por um quinto da receita da Gol.

No entanto, Kakinoff mantém o otimismo para 2021. “Acredito que teremos uma demanda muito similar à que tínhamos no pré-Covid. Claro que depende de três fatores, a imunidade de rebanho, o avanço de protocolos médicos para que a quantidade de mortos pela doença despenque e a tão desejada vacina. Essa previsão pode ter uma variação de meses, mas acreditamos que o mercado doméstico atinja patamares comparáveis ao da pré-Covid no ano que vem”, diz.

Um dos trunfos da Gol para lidar com a crise, observa ele, foi a construção de ferramentas digitais nos últimos anos, como o reconhecimento fácil e a geolocalização dos apps, que avisam se a pessoa não conseguirá chegar a tempo de pegar um voo. Se, antes da pandemia, 70% dos clientes utilizava os serviços da Gol sem contato humano, hoje esse índice é de 90%.

Em relação à comunicação, a empresa não deve alterar significativamente o investimento em mídia. A revista de bordo da Gol, ressalta Kakinoff, representa um esforço da companhia em estimular diálogos que fujam da superficialidade e da polarização presentes em determinados grupos da sociedade. “É uma posição estratégica de trazer luz a temas absolutamente relevantes e caros à sociedade, para nos afastarmos de crenças construídas de forma superficial e da falta de diálogo”.

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