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Nestlé e NotCo discutem o futuro do plant based

Carine Mahler, diretora de marketing da Nestlé, e Luiz Augusto Silva, presidente da NotCo no Brasil, abordam as mudanças na alimentação e a busca por ofertas mais saudáveis

Taís Farias
29 de setembro de 2020 - 14h06

As diferenças e similaridades no processo de inovação de startups e grandes companhias voltaram ao palco da 34º edição do Maximídia nesta terça-feira, 29. De olho na transformação digital do segmento de alimentação, Carine Mahler, diretora de marketing da Nestlé, e Luiz Augusto Silva, presidente da NotCo no Brasil, debatem a demanda por ofertas mais saudáveis e o futuro do plant based no País.

 

Carine Mahler, diretora de marketing da Nestlé, e Luiz Augusto Silva, presidente da NotCo no Brasil, em debate no Maximídia (Crédito: Eduardo Lopes)

A chilena NotCo chegou ao Brasil em maio de 2019 ampliando a oferta de produtos à base de planta no mercado. Em pouco mais de seis meses, a companhia deu uma guinada na sua operação para deixar de importar os produtos da central no Chile e fazer todo o processo de produção dos alimentos no Brasil. Atualmente, a startup está em três categorias e se prepara para lançar o hambúrguer vegetal no próximo mês.

“A NotCo entende que o sistema alimentar está quebrado e algo precisa ser feito, mas as pessoas amam o que comem”, afirma Luiz Augusto Silva, presidente da startup e que passou por corporações como Danone e Unilever. Em terras onde o sabor é rei, a solução da companhia foi criar um algoritmo, que, com inteligência artificial, prevê misturas de matérias-primas naturais que podem resultar em produtos com sabor, textura e aroma similares aos de origem animal. “Essas combinações improváveis vão ajudar as pessoas a migrar de sistema alimentar de forma mais fluída”, aposta. No início do mês, a foodtech recebeu um aporte de US$ 85 milhões em uma rodada de investimentos para impulsionar a expansão internacional.

Mas a aposta no mercado plant based não é uma exclusividade das startups. Em linha com outras gigantes como BRF e JBS, a centenária Nestlé incluiu opções feitas com plantas no portfólio de suas marcas estratégicas para leite – Ninho e Molico. Segundo a diretora de marketing da companhia, Carine Mahler, além do plant based, a Nestlé vem investindo no desenvolvimento de produtos orgânicos e na suplementação de itens já presentes na cesta do consumidor com novos ativos nutricionais. “É uma junção das duas coisas a gente precisa mover, mas aproveitar nosso potencial de escala para trazer mudança dentro do mercado”, diz Carine. Esse trabalho de pesquisa e desenvolvimento é materializado na empresa por meio de grupos internos, mas também em parceria com startups por meio de programas de inovação aberta.

Tecnologia a favor do sabor
Nesse sentido, a tecnologia tem sido uma aliada para olhar a alimentação sob outro prisma. O executivo da NotCo explica que o primeiro produto da companhia, a maionese feita à base de grão de bico, demorou dois anos para ser desenvolvida. Agora, o processo de criação leva cerca de três meses. Ele também defende que a polarização no setor não agrega para o seu progresso. “Essas discussões de vaca contra planta são absolutamente inúteis, porque aqui a resposta não vai ser ‘ou’ e sim ‘e’”.

Apesar do crescimento do setor, alguns entraves como alta taxação e limitações culturais e da indústria ainda se impõem. “As regras precisam evoluir para que os consumidores tenham mais informação e clareza para saber o que é bom ou ruim”, defende o presidente da NotCo. Carine destaca também o compromisso das companhias com esse processo e para com o cliente. “Como marca, temos o compromisso de garantir a entrega até para o consumidor que não vai estar tão bem informado”, afirma. Para Luiz, o futuro do setor promete grandes mudanças. “Vão surgir coisas interessantes, a gente só está começando essa jornada de buscar novas matérias primas”, diz.  “Ainda vamos ver transformações quânticas na alimentação”, aposta o executivo.

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