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Africa e Lew’Lara chamam críticos para colaborar

Marcia Esteves, da Lew'Lara\TBWA, e Marcio Santoro, da Africa, refutam crise das agências e enquadram negócio como mais um segmento em transformação

Thaís Monteiro
29 de setembro de 2020 - 14h18

Embora o debate sobre o futuro das agências de publicidade já tomar alguns anos, ele não cessa de acontecer e representantes da indústria da comunicação deram um novo tom: não gostou, faz melhor. Presentes na 34ª edição do MaxiMídia para discutir os caminhos das agências, Marcia Esteves, da Lew’Lara\TBWA, e Marcio Santoro, da Africa, debateram a percepção que a indústria ganhou, suas opiniões sobre essa discussão e como têm percebido os caminhos do seu modelo de negócio.

 

Na opinião dos executivos, agências da próxima década serão mais práticas, diversas e colaborativas (Crédito: Eduardo Lopes)

Para Marcia Esteves, CEO da Lew’Lara\TBWA, a indústria da comunicação não merece um destaque propriamente dito na transformação de negócios ou digital, pois esse é mais um segmento que, como todos os demais, encaminha uma mudança acompanhando as transformações da própria sociedade. A executiva ressaltou que as agências abriram suas perspectivas para abraçar o digital e não se limitar ao off-line, mas que seu papel não é de uma compradora de mídia. “Somos muito mais do que isso. A comunicação é um dos principais assets desse País. Nosso trabalho de comunicação tem impacto na saúde”, disse, citando os cases de comunicação que indicam o uso de máscaras e demais orientações de segurança.

Copresidente e cofundador da Africa, Marcio Santoro ecoou a fala de Marcia ao alegar que sempre tentam coroar a indústria da comunicação como a única em crise quando esse debate sobre o futuro do modelo, em suas lembranças, dura mais de 25 anos. Segundo o executivo, novas formas de trabalhar serão criadas e adotadas, assim como sempre ocorreu mas isso, no entanto, não significa o fim da agência de publicidade. “Pergunte aos nossos clientes durante a pandemia o papel das agências. Primeiro os acalmamos e depois mostramos para eles para onde ir. Eu convido os críticos a descerem pro play porque é muito fácil criticar. A comunicação do Brasil é uma das maiores do mundo. Primeiros temos que reconhecer o trabalho das agências e depois, se achar que tá errado, descer da arquibancada para o play e contribuir para melhorar”, afirmou Santoro.

Nesse sentido, os representantes reafirmam que o core business de seu negócio continua sendo ideias criativas e essas não acabarão, “pois são eternas”, disse Marcio. Esteves sugere que deva haver outros debates acerca de modelos de remuneração e estrutura, por exemplo.

As novas habilidades para ambas as agências envolvem colaboração, mão na massa e diversidade. “Passamos muito tempo na época do learning. É tempo de fazer. Temos muitas pessoas com emprego no mercado, business ao redor, temos que fazer marcas prosperarem. É tempo de uma liderança que aprende enquanto joga. Não dá para ser arquibancada, como o Marcio falou”, colocou Esteves.

Apesar da prática ser altamente valorizada atualmente, a Santoro explica que ainda bebe de conversas com jovens de 20 anos até colaboradores mais velhos das agências, que a Africa tem buscado contratar já que diversidade também se trata de diferentes gerações.

Mudanças pós-coronavírus
Mesmo que relatórios apontem para uma possível prevalência do home-office após a pandemia, ambos os executivos apontam que devem voltar para os endereços fixos assim que for seguro para todos os colaboradores, pois o ambiente propicia uma troca mais colaborativa e aprendizagem mais segura. “Você sustenta relações através da tecnologia, mas não cria”, pontuou Santoro.

Na perspectiva de Esteves, o que vai mudar são os processos que foram acelerados durante a pandemia, mas tende a pensar que tudo voltará ao normal. “Essa relação de que tudo vai ser jogado fora e somos dinossauros não existe. Aprendemos que há flexibilidade e novas formas de trabalhar, mas queremos voltar o mais rápido que pudermos”, afirmou.

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