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Agências do futuro: multiespecializadas e criativas

Dados, criatividade e estratégia vão tornar relação com cliente mais próxima

Thaís Monteiro
28 de setembro de 2020 - 14h20

O caminho que segue uma parte das agências de publicidade globais é a aquisição de empresas especializadas ou formação de novas áreas para abarcar os mais diversos tipos de serviços em um só lugar, oferecendo um trabalho agregado e completo para o cliente. No entanto, a união desses novos serviços à tecnologia, estratégia e análise de dados não vai substituir o valor da criatividade.

 

Criatividade continua o motor do negócio (Crédito: Edu Lopes)

Essas são opiniões expressas por Eduardo Simon, CEO da DPZ&T, e Pedro Reiss, CEO da Wunderman Thompson, no painel sobre o futuro da publicidade, que busca definir qual será o formato da agência da próxima década. De acordo com os executivos, a separação entre estratégia, dados e comunicação já não existe. Hoje, esses aspectos andam juntos.

A concentração diferentes especialidades nas agências busca servir ao cliente uma entrega mais unificada e facilitar o parceiro de negócio para que o mesmo não tenha que lidar com um grande número de fornecedores diferentes. “O cliente tem que administrar tudo. A agência tem que combinar serviço integrado com solução criativa a serviço do negócio do cliente, é a trilha que temos que correr daqui pra frente”, admite Simon.

Para Reiss, a criatividade, apontada por ambos como o core business das agências, ganha mais valor quando colocada em um sistema que incorpora dados, tecnologia e diferentes plataformas. A disciplina de consumer expecience foi adicionada ao hall de serviços da Wunderman Thompson para unir dados e criatividades em prol da experiência dos consumidores. “O desafio é dar um tempo entender o que você tá construindo. Se você não discutir o antes e ter um alinhamento estratégico, ai você não tem consistência nas decisões rápidas”, coloca.

Para os executivos, a falta desse conhecimento das agências sobre os diferentes campos da comunicação fez com que os próprios anunciantes criassem hubs internos para que eles exercessem a função de pensar a comunicação da empresa e produto, mas a criatividade é um trabalho exercido com maior primazia pelas agências, afirma Simon.

A pandemia causou um abalo no setor, mas permitiu relações mais íntimas e humanas com os clientes. A DPZ&T afirma ter posto em prática um projeto voltado a tornar a agência mais proativa e propor novos negócios ou soluções criativas alinhadas com o momento de crise sem a necessidade de um briefing.

Para o futuro, Reiss acredita que as agências devem seguir esse caminho de maior diversificação de negócios e diversidade de talentos. Já Simon pensa que o cliente estará cada vez mais no centro do negócio e a agência trabalhará junto com o anunciante para transformar ou repensar o negócio dele. A combinação entre dados, criatividade e tecnologia oferecerá mais saídas nesse sentido.

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