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Holdings: diferentes caminhos para a transformação

Líderes locais de WPP, Publicis Groupe e Dentsu Aegis Network sobem ao palco do MaxiMídia para comentar os desafios das transições de cada holding

Isabella Lessa
30 de setembro de 2019 - 15h08

Reestruturação tem sido uma menção constante nos relatórios financeiros das holdings de comunicação. No primeiro trimestre de 2018, o Publicis Groupe apresentou à indústria o plano da companhia francesa para o futuro, batizado de “2020: Sprint to the Future”. Com o objetivo de maximizar a entrega personalizada, o grupo liderado por Arthur Sadoun elegeu três áreas prioritárias: conteúdo, dados e tecnologia. Com o passar dos meses, o anúncio ganhou contornos mais definidos com o lançamento da plataforma de inteligência artificial Marcel e a aquisição da empresa de dados Epsilon por US$ 4,4 bilhões, em abril deste ano.

Por sua vez, o WPP, antes de formalizar em dezembro do ano passado a intenção de simplificar sua estrutura, anunciou a fusão entre VML e Y&R em setembro, que originou a VMLY&R. Dois meses depois, a holding uniu Wunderman e J. Walter Thompson, formando a Wunderman Thompson. As mudanças recentes também incluíram a venda de 60% da Kantar à Bain Capital, em um acordo estimado em US$ 4 bilhões.

Já a Dentsu Inc., multinacional de origem japonesa e controladora da Dentsu Aegis Network, comunicou em agosto de 2018 a revisão de suas estruturas para continuar correspondendo às expectativas de acionistas e às mudanças constantes do mercado. No mercado brasileiro, o grupo passou por mudanças significativas na liderança em julho deste ano: Abel Reis deixou a função de CEO da companhia e foi substituído interinamente por Julio Castellanos, CEO do DAN América Latina.

Julio Castellanos, CEO da Dentsu Aegis Network na América Latina (Crédito: Divulgação)

Nesta quarta-feira, 2, Castellanos subirá ao palco do MaxiMídia acompanhado por Justin Billingsley, CEO do Publicis Groupe Brasil e DACH (Alemanha, Áustria e Suíça), e Stefano Zunino, que assumiu recentemente o posto de country manager do WPP no Brasil, em substituição a Sergio Amado, que respondia pela função desde o começo de 2018. No painel realizado no Hotel Unique, em São Paulo, os executivos apresentarão mais perspectivas sobre as recentes transformações das holdings e quais são os desafios e oportunidades decorrentes dos últimos movimentos.

Stefano Zunino, country manager do WPP no Brasil (Crédito: Arthur Nobre)

Sob perspectivas financeiras, as holdings parecem estar passando por um período de adaptação às reestruturações em curso, ao qual se somam as condições macroeconômicas e situações específicas com clientes de cada região. Nos EUA, o WPP teve retração de 5,3% em vendas no segundo trimestre, mas houve melhora em relação aos três primeiros meses do ano, quando teve queda de 8,5%. Na América Latina, por outro lado, a companhia britânica atingiu alta de 9% na receita (descontados os valores de vendas de ativos e compra de mídia). Em entrevista recente ao Meio & Mensagem, Zunino, do WPP, disse que, se antes o grupo posicionava as companhias como competidoras, agora as coloca sob um modelo colaborativo, pois é isso que os clientes demandam no cenário atual. “Temos de trabalhar juntos para sermos o melhor grupo de comunicação do Brasil”, afirmou.

Justin Billingsley, CEO do Publicis Groupe Brasil e DACH (Crédito: Divulgação)

Nos EUA, a receita do grupo Publicis no primeiro semestre caiu 0,2% e, na região latino-americana, caiu 8,9%. Em lucros, subiu 15%. O grupo já previa que o período seria turbulento devido à restrição de investimentos dos anunciantes norte-americanos de bens de consumo. Porém, aposta em números mais expressivos no segundo semestre com a entrada de novos negócios, como Barclays no Reino Unido e a conta britânica e norte-americana de Samsung. O Publicis e o WPP, aliás, foram as duas principais vencedoras da concorrência pela conta criativa da Mondelez International: WPP ficou com as marcas de chocolate, doces, bebidas em pó e queijo, enquanto o Publicis ficou com biscoitos e chicletes.

Nas Américas, a Dentsu Aegis reportou 1,5% de crescimento orgânico na primeira metade de 2019, mas apresentou declínio de 1,5% em crescimento orgânico globalmente. De acordo com o presidente e CEO da Dentsu Inc. Toshihiro Yamamoto, a companhia está aproximando cada vez mais o negócio japonês das demais operações da companhia mundo afora, com o objetivo de encontrar melhores soluções para os problemas dos clientes.

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