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Receitas que o luxo pode dar às outras marcas

Nem todo mundo nasceu para fazer parte do segmento de luxo, mas todos podem "tomar pílulas" de diferenciação, prega Ferreirinha, da MCF Consultoria

Roseani Rocha
3 de outubro de 2018 - 13h24

“O paladar nunca retrocede”, lembrou Ferreirinha (Crédito: Denise Tadei)

Um dos consultores mais renomados no mundo do luxo, Carlos Ferreirinha, fundador da MCF Consultoria, desafiou o público no segundo dia do MaxiMídia a refletir sobre como e por que as marcas de luxo, muitas delas centenárias, conseguem até hoje não apenas manter seus negócios como também um desempenho comercial forte. Lembrou que a Gucci, por exemplo, foi a marca que teve o maior crescimento isolado, recentemente, elevando em 82,8% suas vendas nos últimos dois anos e em 44% somente do ano passado para cá.

A Louis Vuitton, que tem 164 anos, fez uma ação em 2017 com uma marca descrita por Ferreirinha como “um fenômeno mundial”, chamada Supreme, criada para skatistas. A colaboração entre as duas registrou uma das maiores vendas por metro quadrado numa ação envolvendo apenas sete lojas, em Nova York.

E por que alguém ainda hoje se dispõe a pagar R$ 88 mil numa bolsa Hermés, outra marca centenária que continua firme, forte e cara? Segundo o especialista, essas marcas estão acima do básico do varejo. “Não basta produto, serviço, qualidade, funcionalidade. A qualidade já foi resolvida e agora até posto de conveniência tem loja melhor que alguns mercadinhos de proximidade”, pontuou. A questão, no luxo, é ser contemporâneo e ser pautado por fatores além do funcional. Outra característica dessas marcas é uma conexão constante com seus clientes nestes tempos movidos a sensações.

E se nem toda marca nasceu para ser luxo, todas podem em alguma medida tomar “pílulas de luxo”, segundo Ferreirinha e, assim, distinguir seus negócios. Foram muitos os exemplos que ele trouxe no Brasil.

A Cacau Show, maior varejo monomarca de chocolates do mundo, a despeito do fato de ser uma marca popular, quando decide fazer uma colaboração com Pandora ou Swarovski está usando a estratégia de tomar pílulas de luxo. “E quem diria que o McDonald’s, que ensinou o conceito de fast food, massiva, com alta capilaridade, viesse a ter campanhas mundiais de uma linha como Signature? O McCaffé nem tem mais cores vermelha e amarela”, questionou. Para ele, este é outro exemplo de premiunização.

Já o Airbnb, ano passado, lançou o “Beyond Airbnb”, só para imóveis de luxo, com preços diferenciados.

Outro exemplo mais próximo, foi o ambiente das farmácias, onde os remédios quase ficam escondidos (às vezes sim, como na Drogaria Iguatemi, onde eles ficam em gavetas brancas) e o espaço, bem mais agradável é tomado por produtos de higiene e beleza. O segmento é um dos três que mais crescem no varejo, por ter elevado seu patamar de diferenciação. Mesmo varejistas de moda, como Renner, Riachuelo e C&A, aprimoraram muito seus serviços e pontos de venda. Assim como O Boticário tem um eau de parfum como Elysée, que custa entre R$ 180 e R$ 200.

“O paladar nunca retrocede” foi a frase utilizada por Ferreirinha como conclusão, para estimular as marcas a adotarem algumas das estratégias do segmento de luxo, porque quando alguém experimenta algo bom, não quer voltar atrás.  E ter o luxo como inspiração requer iniciativas como inovação, resiliência, superação, transformação e acreditar no novo.

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