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A hora de investir é agora! Palavra de economista

Independentemente do cenário eleitoral, Ricardo Amorim acredita que a maior recessão da história ficou para trás e que é o momento de aproveitar as oportunidades

Bárbara Sacchitiello
3 de outubro de 2018 - 11h18

Ricardo Amorim: Brasil pode crescer mais do que as expectativas (Crédito: Denise Tadei)

A crise brasileira ficou para trás e a hora certa para quem deseja ingressar em um novo empreendimento, abrir um negócio ou fazer um novo investimento é agora. Ao dar esse conselho no palco do Maximídia – do qual conduziu o painel “O cenário econômico e o impacto das eleições” – Ricardo Amorim já esperava que a plateia não lhe desse muito crédito.

“Sei que vocês devem achar absurdo o que estou falando, mas baseado em diversos estudos de ciclos econômicos do Brasil, afirmo sem dúvidas de que a crise que vivemos já passou. Faz sete trimestres que o PIB do País cresce. Pouco, mas cresce. O que acontece é que não percebemos isso porque a economia entrou em um período tão forte de recessão que, mesmo crescendo, ainda estamos longe do patamar que já alcançamos um dia”, explicou o economista e fundador da Ricam Consultoria Empresarial.

Com diversos gráficos e curvas que mostram o comportamento da economia nacional nos últimos anos, Amorim explicou porque aconselha aos empresários que pensam em fazer qualquer tipo de investimento a não esperar por um momento melhor. “No Brasil e em qualquer lugar do mundo, a economia é composta por ciclos. A economia de um País cresce, atinge um certo pico e começa a cair. Nós já estamos com surpresas positivas economicamente há dois anos, em que o PIB vem crescendo, de forma tímida, acima das projeções dos economistas. Passamos pela pior recessão econômica de toda a história do Brasil. Então, pelo comportamento dos ciclos econômicos, quem investir agora ainda terá alguns anos de uma economia de crescimento para desfrutar”, aconselhou.

Como exemplo da importância de respeitar esses ciclos, o economista falou sobre o fenômeno das paletas mexicanas, que recentemente foram apontadas como o mais novo negócio promissor da economia. “Um dia, alguém achou que era uma boa ideia colocar leite condensado dentro de um picolé e abriu a primeira paleteria mexicana. Um ano depois, já existiam 6 lojas. Três anos depois, 600. Quatro anos depois, 1200. E realmente existia uma demanda por esse negócio. O problema foi quando alguém esperou todos os conhecidos abrirem um negócio e, só então, decidiu ingressar no empreendimento e quebrou meses depois. O ciclo já estava no fim.”

A respeito das Eleições presidenciais, tema de seu painel, Amorim ressaltou que imprevisibilidade é a palavra que marca esse período. “Desde 2002, todas as minhas previsões a respeito dos próximos governantes do Brasil nunca falharam: errei sempre”, brincou o economista. Apesar de achar que, independentemente do governante eleito, o País venha a passar por turbulências por conta das reações dos empresários e do mercado, o economista se apega ao movimento econômico nacional para reforçar o otimismo. “A não ser que alguém faça uma coisa muito absurda e crie um caos, a economia do País deve continuar em ritmo de crescimento. Se o próximo presidente tentar e conseguir seguir uma linha de reforma da previdência, reforma tributaria e redução do tamanho do Estado, o Brasil vai bombar e pode crescer mais do que as pessoas estão achando.”, pontuou.

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