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A força do valor integrado

Abril, Globosat e RBS compartilham suas visões sobre como valorizar conteúdo e informação em um contexto multimeios

Isabella Lessa
3 de outubro de 2017 - 15h35

A importância da integração entre os meios e o valor – da marca editorial e do conteúdo – são a síntese do painel mediado por Marcelo Coutinho, articulista do Meio & Mensagem, no início da tarde desta terça-feira, 3, no #MaxiMídia2017. Andiara Petterle, do Grupo RBS, Alberto Pecegueiro, da Globosat, e Walter Longo, presidente da Abril, compartilharam suas visões sobre o que acreditam ser os melhores caminhos para chegar a novos modelos de negócio e continuar gerando o interesse da audiência.

 

Walter Longo: transformação de house of media em house of brands (Crédito: Denise Tadei)

Em um contexto no qual o público pode consumir todos os tipos de mídia no celular, os publishers são desafiados não apenas a encontrar novos modelos de negócio, mas a fortalecer suas marcas, observou Andiara. “Essa é a maior de todas as oportunidades. Antes, as pessoas liam o jornal de ponta a ponta, mas dificilmente saíam com o jornal debaixo do braço. O rádio estava presente no deslocamento entre casa e trabalho, a TV estava ali em alguns momentos. Mas o celular permite o acesso a formatos e narrativas diversas”, disse. Para a executiva e para Walter Longo, o futuro está no pagamento por conteúdo de qualidade.

A Abril, contou ele, está passando por um processo de redefinições de crenças, pois somente assim é possível chegar a um modelo de negócios sustentável. Uma dessas crenças é os publishers deixando de ser “house of media” para se tornarem “house of brands”. Nesse sentido, a editora está posicionando cada um de seus títulos como marcas que, além de entregar conteúdo no impresso e no digital, o fazem por meio de eventos, mentorias e premiações. “A mídia pode ganhar dinheiro na mídia e com mídia, algo que Silvio Santos já faz há muito tempo”, observou. Para ele, o paywall para notícias é falho, visto que o fato noticioso, obrigação do ofício jornalístico, espalhou-se inevitavelmente de maneira gratuita. A solução, portanto, é atender aos três tipos de curiosidades humanas: a diversiva – estar a par de assuntos diversos de maneira superficial – pode ser saciada facilmente com uma passada pela timeline do Facebook. A empática, que pode ir da fofoca sobre celebridades à contratação de executivos por empresas, encontra suas respostas em uma rede como o Instagram. A curiosidade epistêmica, porém, que busca respostas para as consequências dos fatos, para os porquês, continua sendo domínio das mídias tradicionais. “É assim que a mídia impressa deve se posicionar. Quando a pessoa quer conteúdo útil, e não apenas interessantes. Ao digital, cabe responder às perguntas do quê e quando. E ao impresso, o por que e como que valerão o tempo e o investimento do leitor”, explicou.

 

“Ter contadores de história dentro de casa é o que faz a diferença”,  Alberto Pecegueiro

Na opinião de Pecegueiro, ainda que haja o que chama de “tsunami de vídeos” nas diversas plataformas, é válido discutir a qualidade desses conteúdos. A grande vantagem dos veículos tradicionais, disse ele, é a capacidade de entrega com qualidade. “Ter contadores de história dentro de casa é o que faz a diferença”, afirmou. Segundo ele, a última edição do Rock in Rio é um case bem-sucedido de como a Globosat fez uso da integração entre os meios para entreter e engajar a audiência. Seja no Facebook, no YouTube, Twitter ou na TV, os números ultrapassaram os milhões. “A linha do tudo ao mesmo tempo e agora deu muito certo nessa última edição do Rock in Rio. A conjunção das mídias fez com que essa turma (os jovens) assistisse até televisão”, brincou.

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