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Maximídia

05 A 07 DE OUTUBRO - HOTEL UNIQUE - SÃO PAULO/SP

Midias de anunciantes chamam mercado ao debate

Igor Ribeiro
3 de outubro de 2017 - 17h32

Em painel com diretores de mídias de alguns dos maiores anunciantes do País, o primeiro dia do #MaxiMídia2017 voltou a debater questões polêmicas do marketing global e, em especial, brasileiro. Transparência, métricas, remuneração de agências e inovação foram alguns dos temas trazidas ao palco do Hotel Unique, em São Paulo.

 

“Temos uma base histórica que nos permite saber o que dá para fazer em termos de volume incremental,  mas a gente sabe que o consumidor muda e vamos fazer testes. Estamos predispostos a errar, corrigir a rota e fazer do jeito certo”, Thiago Nakashima

Erica Campbell, diretora de mídia L’Óreal, destacou como o consumidor tem se transformado e isso leva as marcas e reformularem seus orçamentos continuamente. “Os padrões com os quais estávamos acostumados não estão tão claros. As reações não são mais as mesmas, portanto fazemos vários movimentos para construir um budget, hoje não é mais tão fácil”, disse.

Para Thiago Nakashima, gerente de mídia da P&G, o aumento de volume de dados no marketing atual é a grande oportunidade para explorar mais . “São muitas informações. A complexidade da área de mídia hoje é ser um representante tanto interno como externo. É uma infinidade de marcas: a Gillette tem seus desafios de negócios, a Pampers tem os seus. Como endereçar de modo modo plano que enderecem esses business challenges?”, questionou.

 

Para Natacha, da Heineken, inovação está no DNA da marca (Crédito: Denise Tadei)

Thiago acrescentou que, no fim das contas, a P&G tem rumado cada vez mais para mudanças tendo o consumidor antes das marcas, o que gera inovação: “Quero construir meu reach, mas de modo relevante. Temos uma base histórica que nos permite saber o que dá para fazer em termos de volume incremental,  mas a gente sabe que o consumidor muda e vamos fazer testes. Estamos predispostos a errar, corrigir a rota e fazer do jeito certo”.

Natacha Volpini, head de midia e marketing da Heineken, explica que o fabricante de bebidas não tem um processo estruturado para inovar em marketing, mas está muito no DNA. “A Heineken promove muita inovação, em pensar diferente. Vemos muito na mídia, fazemos com nossos parceiros de negócios, com relações muito transparentes, analisando o desafio de negócio”, explicou.

Para os participantes, também está claro que questões como transparência e fraude trazem ao mercado um novo debate que deve ser enfrentado e, em última instância, foca também em remuneração. “Quando precisamos de dez slides e 20 minutos para explicar para o time global como operamos, é uma resposta a essa urgência”, falou Natacha. “Não faz sentido, precisamos de mais transparência. Quando você quer parceiro de negócio, seja veículo, seja agência, é necessária muita transparência. É muito delicado, ninguém quer discutir remuneração, por isso temos falado tanto.”

“Tivemos cabeças brilhantes que pensaram juntas o modelo anterior, e gostaríamos que cabeças brilhantes se sentassem juntas novamente para repensar o modelo”, resumiu Erica. Para os anunciantes, otimização não é necessariamente cortar verbas, mas somente redirecioná-las de modo mais inteligente.

 

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