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Karol Conka e KondZilla cobram empatia das marcas

Cantora e produtor musical debateram, no #MaxiMídia2017, como fazer marketing para milhões

Roseani Rocha
3 de outubro de 2017 - 18h26

 

 

Karol Conka e KondZilla contaram como a publicidade tem se aproximado de seus trabalhos (Crédito: Denise Tadei)

Numa conversa intermediada pelos repórteres Isabella Lessa e Luiz Pacete, do Meio & Mensagem, a rapper paranaense Karol Conka e o produtor KondZilla, relembraram, no #MaxiMídia2017, os caminhos que tiveram de percorrer para afirmar seu trabalho. Hoje, são personalidades recorrentes em estratégias de marcas do mainstream.

Karol lembrou que mesmo em casa, em princípio, seu trabalho não tinha status de música ou arte, mas era tão somente visto como um refúgio de rebeldes da periferia. Sua própria mãe, um dia sentadas comendo uma macarronada, alfinetou que aquele prato não tinha sido pago com o rap. E, persistente, Karol aguardou o momento de dar o troco e fazer ela o seu macarrão — e muito mais — pagos com o rap.

Entre as muitas campanhas que tem feito, exaltou a da Mercedes e o quanto a marca se mostrou realmente interessada em sua história e não somente em pegar a onda da diversidade. “As pessoas precisam ter cuidado ao pegar essa onda”, alertou, a propósito. Em seu trabalho, ressalta Karol, o objetivo até hoje é  levar uma mensagem de conforto para quem esteja enfrentando algum tipo de aflição, um estímulo à coragem e a correr riscos.

Já KondZilla confessou que tinha o objetivo de chegar à publicidade, que ajuda a pagar “algumas contas”, uma vez que faz média de dois videoclipes por dia. A atividade era vista como um meio de remunerar melhor e trazer prestígio ao trabalho. “A gente já se comunicava com quem estudou até a 4ª série e que, por sua vez, se comunicava com milhões de pessoas. Chegar à publicidade era conseguir transitar entre dois mundos e estabelecer uma troca mais justa entre artistas e marcas”, pontuou.

Karol e KondZilla se conheceram para a produção do clipe de “Tombei” e o trabalho deu tão certo, disseram, pelo respeito mútuo. KondZilla tinha a fama de produzir funks machistas, segundo Karol, mas a cantora fez questão de celebrar as mulheres no clipe, colocando “todos os tipos de pessoas”, mulheres negra, ruiva, japa, trans e anã, segundo ela.

 

Karol ressaltou que é preciso ter cuidado para não tratar do assunto empoderamento feminino de maneira “banal, tosca e boba” e marcas devem falar mais do poder da mulher em vez de somente usar o termo da moda “empoderamento”, para não esvaziar ou banalizar a questão

 

Questionados sobre o que é condição inegociável ao trabalhar com uma marca, Karol revelou que já deixou de trabalhar com uma empresa, porque achava que estaria exposta ao ridículo, segundo a proposta apresentada. “Tudo que fiz até agora tem a ver com minha personalidade”, afirmou. Já KondZilla tocou na questão de expor a sua verdade ou autenticidade, sendo que ele próprio, em princípio, achava que ao trabalhar uma publicidade tudo viria pronto da marca.

Já quando a conversa migrou para como a proximidade com o público influencia seus trabalhos, KondZilla aponta a relevância de mostrar o que o público quer ver e, sua parceira de painel, a liberdade na linguagem. Ela contou que toma o cuidado de não servir de mau exemplo, mas ao mesmo tempo foge de propostas em que tenha de se comportar como outra pessoa. Instigada também a dar sua opinião sobre a forma como as empresas têm se endereçado a temas como diversidade e empoderamento feminino, Karol ressaltou que é preciso ter cuidado para não tratar do assunto de maneira “banal, tosca e boba” e as marcas, defendeu, devem falar mais do poder da mulher em vez de somente usar o termo da moda “empoderamento”, para não esvaziar ou banalizar a questão.

E o recado final da dupla poderosa às marcas? Ter empatia, se colocar no lugar de pessoas diferentes dos executivos de marketing e não deixar ninguém de fora. Nesse sentido, disparou Karol, tirar os véus dos padrões facilita a trabalhar a diversidade ou realizar um trabalho pensando em todos. KondZilla também recomendou que além de  evitar marginalizar qualquer grupo ou classe, as marcas deveriam se preocupar mais em desenvolver produtos ou comunicar seus produtos para quem ainda não se sente representado por aquela marca.

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