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“É preciso criar conexões profundas”, diz Schroder

Carlos Henrique Schroder, diretor-geral da Rede Globo, conta em painel de abertura do #MaxiMídia2016 que processo de criação de plataforma on demand é um processo de anos e mira o futuro

Isabella Lessa
27 de setembro de 2016 - 11h40

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Salles Neto entrevista Carlos Henrique Schroder (Foto: Eduardo Lopes)

Há sete anos a Globo iniciou os preparativos para a cobertura dos Jogos Olímpicos com a meta de criar uma conexão profunda com o público. Para isso, o canal investiu em equipes específicas de jornalistas, cada uma incumbida de um determinado esporte e, portanto, responsável pela entrega de conteúdos que não se limitassem somente aos resultados dos atletas. De lá para cá, o mercado de comunicação passou por transformações profundas e surgiram novas telas e, com elas, novas opções de consumo de mídia. E o GloboPlay tornou-se peça fundamental para o sucesso das transmissões da Rio 2016 pela emissora: foi desenvolvido um canal de streaming ao vivo com uma cobertura 24 horas, alternativa àquela que se via na TV. “Nunca se tratou de concorrência, mas de conseguir fazer uma cobertura profunda”, observou Carlos Henrique Schroder, diretor geral da Rede Globo, durante o painel de abertura “Papo de CEO”, na abertura do #MaxiMídia2016, em conversa com Salles Neto, presidente do Grupo Meio & Mensagem, .

Essa estratégia que aliou planejamento e profundidade – palavras que devem continuar norteando os próximos anos da emissora, assegurou Schroder – rendeu frutos para audiência da emissora, que da abertura ao final da Rio 2016 teve um aumento de 19%. “Eu estava vendo o jogo do Brasil contra a Alemanha no estádio e, ao mesmo tempo, acompanhando a audiência. O número subia, subia e subia e outros sete canais estavam exibindo o mesmo jogo. É um fato que comprova a força no nosso trabalho antes e ao longo da Olimpíada”, disse. Para o profissional, players como Netflix e YouTube e o próprio GloboPlay, ativo há cerca de um ano, são complementares à TV e não ameaçam a soberania do meio, seja pelo fato de que brasileiros passam em média cinco horas diárias em frente à televisão, seja pela força dos produtos produzidos pelo canal.

Na segunda-feira, 26, a Academia Internacional das Artes & Ciências Televisivas anunciou a lista de indicados ao Emmy: a emissora está concorrendo em seis categorias. Alexandre Nero e Grazi Massafera estão concorrendo aos prêmios de Melhor Ator e Atriz por seus respectivos papéis em Verdades Secretas e A Regra do Jogo, tramas que estão em disputa na categoria Melhor Novela. O Zorra é finalista como melhor série de comédia, enquanto Os Experientes concorre em melhor minissérie. “Outro dia li uma reportagem dizendo que a Globo acordou. Criar algo como o GloboPlay é um processo de anos. A gente está olhando para como o consumidor quer assistir ao capítulo da novela. Para evitar que a pessoa perca um capítulo de Justiça porque teve um jantar no dia, disponibilizamos o capítulo no digital. A antecipação de capítulos na plataforma também já é uma realidade”, comentou.

O trabalho feito com antecedência e os equipamentos sofisticados dos quais a Globo dispõe contribuem para que os espectadores continuem sintonizando o canal. Mas, segundo Schroder, o maior ativo da empresa são os 30 mil talentos espalhados pelo País, entre diretores, atores, produtores, entre outros. “São profissionais que participam do processo de criação dos nossos produtos e trazem olhares locais sobre as necessidades de cada região”. Por essa razão que a emissora não unifica as áreas comerciais que respondem a cada um de seus produtos. “São mídias específicas. Há uma série de possibilidades, oportunidades. Mas não temos unificação comercial porque temos a preocupação de deixa-las separadas para um entendimento profundo de cada área”.

Diante da aproximação do modelo programático de compra de mídia, Schroder mantém a visão de que esse é mais um dentre diversos modelos que virão, ainda mais inteligentes. Para ele, o essencial é que, a despeito dos novos modelos adotados, as decisões comerciais e editoriais sigam próximas de cada região. “Temos escritórios locais de reportagem para que a matéria seja melhor. Na mídia é a mesma lógica”, analisou.

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