Meio&Mensagem
Publicidade

Maximídia

1 E 2 DE OUTUBRO DE 2019 | HOTEL UNIQUE, SÃO PAULO - SP

Secom rebate BV com liberdade econômica

Fabio Wajngarten, que assumiu o comando da instituição em abril, comentou a bonificação por volume e outros assuntos polêmicos envolvendo a comunicação no atual governo

Roseani Rocha
2 de outubro de 2019 - 17h46

Fabio Wajngarten: Secom será ouvidoria do setor (Crédito: Denise Tadei)

Entrevistado pelo editor-chefe do Meio & Mensagem, Alexandre Zaghi Lemos, Fabio Wajngarten, que em abril assumiu a Secretaria de Comunicação (Secom), contou qual era a situação do órgão quando assumiu e tentou traduzir ao público presente no segundo dia da edição 2019 do MaxiMídia as posições do governo Bolsonaro no que diz respeito à área.

O publicitário e empresário, fundador do Controle da Concorrência, afirmou ter conhecido o presidente já no final da campanha eleitoral e começou sua participação no evento pedindo aos presentes confiança no atual governo. Segundo ele, ao assumir o cargo herdou uma Secom devastada e um cenário em que a percepção geral era de que a comunicação era desperdício de dinheiro público. “Tive de explicar, educar, fazer alianças, circular em escritórios para mostrar que comunicar também é governar”, disse.

Embora tenha convidado os publicitários presentes a irem a Brasília e afirmado que eles podem ter na Secom uma ouvidoria do setor, ao ser questionado sobre as posições do governo em relação à bonificação por volume, Wajngarten afirmou que o governo é pautado pela liberdade econômica que, por sua vez, não senta à mesma mesa que “normas-padrões”. Ainda assim, disse, o que for para proteger o mercado e democratizar a comunicação será apoiado pela Secom.

Afirmou, ainda, que o mercado precisa avançar, no sentido de incluir mais agências pequenas e médias e a mídia regional. Embora tenha deixado claro apoio à medidas como as que desobrigam as publicações de balanços financeiros em jornais, dizendo que aquilo que não gera benefício para a maioria deve ser conversado, também afirmou que uma discussão como a da Lei do Seac coloca em xeque todo legado da TV aberta  no Brasil, e não tem sentido isso para beneficiar uma empresa americana (no caso, a AT&T, dona da Time Warner e da Sky).

Questionado sobre os recursos disponíveis hoje para publicidade do governo federal, que já foi um dos maiores anunciantes, Fabio Wajngarten não escondeu que ela diminuiu muito – de um patamar de R$ 208 milhões para R$ 118 milhões, em 2019. Já tinha tomado três cortes quando ele assumiu, e tudo sob o argumento de que a Secom deveria ser pautada por “uma mídia técnica”. Afirmou que o edital para escolha de novas agências tem como objetivo ampliar o número de agencias, acabar com a separação on/off e concentrar a verba distribuída pela Esplanada dos Ministérios sob a Secom (alguns ministérios, diz, tinham estruturas maiores que a da própria Secretaria).

Wajngarten também foi instigado a comentar a polêmica envolvendo a interrupção de uma campanha do Banco do Brasil e responder se as manifestações do próprio presidente nas redes sociais – que para muitos desengatilham crises desnecessárias – afetam a comunicação institucional do governo. No primeiro caso o comandante da Secom afirma que não foi um pedido do presidente, mas um descontentamento mais generalizado no governo de pessoas que notaram a falta de outros segmentos que deveriam estar representados na publicidade do banco. “E, de toda forma, cada governo tem suas bandeiras você tem que cumprir quando está nele”, afirmou.

Já sobre as polêmicas de Bolsonaro via Twitter e outra redes sociais, Wajngarten ressaltou que ele foi eleito “sem recurso, sem apoio, com um bom trabalho do filho Carlos no digital” e que o presidente adota o Twitter e outras plataformas porque gosta desses canais para se manifestar. O governo como um todo, disse, precisa usar todos os meios combinados e a orientação é que continue fazendo comunicação técnica, promovendo todos os meios de forma justa.

Também criticou a cobertura da imprensa em alguns momentos, como ao se referir sobre os “investimentos” na campanha publicitária no mercado internacional, no auge da crise sobre as queimadas na Amazônia, e da Semana do Brasil, fracassada para alguns veículos, o que segundo ele não é verdade.

Aliás, afirmou que a segunda edição do evento, em 2020, já tem data: de 3 a 13 de setembro. E que a Secom buscará melhorar a comunicação com pequenos varejistas, assim como o site do evento. Também pretende realizar shows para divulgar a semana promocional em algumas cidades brasileiras e engajar o voluntariado.

Publicidade

Compartilhe

  • Temas

  • Carlos Bolsonaro

  • Fabio Wajngarten

  • Jair Bolsonardo

  • AT&T

  • Banco do Brasil

  • SKY

  • Time Warner

  • Twitter

  • comunicação pública

  • Governo Federal

  • Secom

Comente

“Meio & Mensagem informa que não modera e tampouco apaga comentários, seja no site ou nos perfis de redes sociais. No site, quando o usuário ler a indicação Este comentário foi apagado’ significa que o próprio comentarista deletou o comentário postado. Não faz parte da política de M&M gerenciar comentários, seja para interagir, moderar ou apagar eventuais postagens do leitor. Exceções serão aplicadas a comentários que contenham palavrões e ofensas pessoais. O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade civil e penal do cadastrado.”

Patrocínio

Realização