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Quatro passos para empresas mais igualitárias

Maria Laura Nicotero, da Momentum, Ilca Sierra, da Via Varejo, e Daniela Cachich, da PepsiCo, reforçam necessidade de metas e cotas para promoção de equidade de gênero no mercado de trabalho

Thaís Monteiro
2 de outubro de 2019 - 16h13

Em 2013, o Meio & Mensagem iniciou a versão brasileira de uma premiação que celebra mulheres na indústria de comunicação e marketing. Elegendo algumas executivas todo ano, o Women to Watch também carrega a missão de incentivar o debate sobre a equidade de gênero no mercado de trabalho. Se há seis anos atrás essa discussão era necessária, hoje ela precisa estar na estratégia dos negócios.

 

Jonas Furtado (Meio & Mensagem), Maria Laura Nicotero (Momentum), Ilca Sierra (Via Varejo), e Daniela Cachich (PepsiCo) (Crédito: Denise Tadei)

No painel “Como inspirar e fomentar uma nova geração de lideranças femininas?”, mediado por Jonas Furtado, diretor de conteúdo do Meio & Mensagem, as Women to Watch Maria Laura Nicotero (homenageada em 2018), CEO da Momentum Brasil e América Latina, Ilca Sierra (em 2019), diretora de marketing multicanal e comunicação da Via Varejo, e Daniela Cachich (em 2014), VP de marketing da PepsiCo, indicaram quatro caminhos para uma melhor contemplação de mulheres no quadro de funcionários.

Sistema de cotas e metas

Na visão das executivas, as cotas são vistas como forma de reafirmar o compromisso da empresa com a questão de gênero e forma de forçar uma naturalização de um ambiente mais igualitário. Realizando iniciativas de seleção de pessoas com condições pré-estabelecidas como ter currículos de mulheres avaliados para todo cargo em aberto é uma das possibilidades. Outra é trazer mulheres em cargos de base e incentivar seu crescimento para posições de liderança na companhia.

Prevalece, no entanto, o estabelecimento de metas como porcentagem de mulheres no quadro de funcionários ou em liderança. “Tem que ter meta. As pessoas trabalham para bater meta, muitas vezes porque mexe no bolso. Essa também é uma questão que impacta o bolso das empresas, então é necessário estabelecer um objetivo”, defende Daniela. Segundo ela, é por tais razões que a PepsiCo tornou pública a missão de ter 50% de funcionárias mulheres na empresa até 2025. Até o momento, são 43%.

Atuação fora do eixo Rio-São Paulo

Para Ilca, o sistema de cotas permite até uma maior nacionalização da questão. Trabalhando em uma varejista que atende consumidores do Norte ao Sul do Brasil, ela vê as regras como forma de inspirar mulheres que começam a entrar no mercado de trabalho independente de sua região e influenciar a demais empresas locais a fazer o mesmo. “É fácil falar de um ponto de vista de uma mulher que trabalha em empresas grandes, por vezes multinacionais, já estabelecidas no mercado e com iniciativas que visam a diversidade. Vivemos numa elite e bolha dessas empresas. Fora do eixo Rio-São Paulo, de modo geral, isso nem deve acontecer”, complementa Maria Laura.

Cobrança de parceiros

Cuidar do jardim do vizinho também é essencial. Maria Laura lembra que alguns boards de agências já não investem em projetos que não tem mulheres envolvidas. Daniela incentiva os executivos a declinarem trabalhos com parceiros que não tem mulheres na criação. “Tem que falar: ‘se não tem mulher, também não tem contrato'”. Hoje ela acredita que há mais abertura nas relações comerciais para uma exposição clara do que vale ou não em uma campanha. “Antes ficávamos todos fazendo o meio de campo, mas isso permite a repetição do erro”, afirma.

Estrutura de apoio

Nada disso, porém, funciona sem uma infraestrutura apoiada em regras e funcionários que apoiam a causa. De acordo com as executivas, um patrocínio do alto escalão da empresa é essencial para incentivar os demais níveis a abraçarem a causa, em uma espécie de efeito em cascata, e treiná-los a se livrarem de vícios que impedem um avanço nesse quesito, como indicação de amigos. Maria Laura lembra que a Momentum convida funcionárias a participarem de cursos sobre equidade de gênero e que Melinda Gates anunciou que doará US$ 1 bilhão para “aumentar o poder e a influência das mulheres”.

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