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Para Giannetti, impulso fiscal pode solucionar economia

Economista defende que participações minoritárias do BNDES em empresas sejam vendidas e reinvestidas na conclusão de obras


1 de outubro de 2019 - 20h21

Eduardo Giannetti (Crédito: Denise Tadei)

O economista Eduardo Giannetti tem uma proposta para a retomada da economia brasileira: o impulso fiscal. Definida por ele mesmo como “heterodoxa, porém sensata”, a medida consistiria em pegar as participações minoritárias do BNDES em dezenas de grandes empresas nacionais, cada uma delas na ordem de R$ 120 bilhões, vendê-las e, por fim, investir os recursos em obras paralisadas.

Hoje, o Brasil tem de oito a 12 mil obras públicas paralisadas no País. Algumas das quais poderiam nem ter sido iniciadas e outras que deveriam ser concluídas, segundo o profissional. Com um programa bem desenhado para dar continuidade às obras paradas, haveria impacto direto no nível de emprego e de renda, o que colocaria a roda econômica girando na direção correta. “Há momentos na vida em que é preciso ousar um pouquinho”, diz Giannetti sobre a proposta.

Segundo ele, as previsões econômicas podem ser metaforicamente comparadas à previsão do tempo: a crença das pessoas nas estimativas já altera objetivamente o resultado da realidade. Colocando em contexto a atual situação econômica do País, Giannetti lembrou que, em 2017, a nação estava na UTI, quando centenas de empregos formais eram perdidos a cada mês. Desde a redemocratização, o Brasil passou por oito recessões, contabiliza ele: nas últimas sete, foram precisos oito trimestres para que o PIB retornasse a seu estado anterior à recessão. Nesta última, no entanto, a crise perdura há 21 trimestres, com a economia 5% abaixo do que estava antes. “O Brasil está vivendo um L, que é quando a economia cai e fica, não volta a subir”, comenta.

Para Giannetti, são válidas as visões de economistas de que, para melhorar a economia, é preciso realizar a Reforma Tributária, reduzir juros, melhorar o ambiente de negócios, regulamentar setores e encaminhar a Reforma Tributária, mas teme que esses movimentos não sejam suficientes para colocar o Brasil nos eixos novamente.

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