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Em busca de um futuro zero, zero, zero

Hermann Mahnke, diretor de marketing Mercosul da GM, fala sobre como a empresa está trabalhando na ressignificação da indústria automobilística

Isabella Lessa
3 de outubro de 2018 - 14h58

Hermann Mahnke, da GM (Crédito: Denise Tadei)

Em uma cidade com a dimensão de São Paulo, as questões de tráfego, poluição e mobilidade são críticas. O paulistano passa, em média, duas horas e quarenta e três minutos no trânsito e, mesmo que não fume, respira um ar que equivale a três ou quatro cigarros diários.

Consideradas as questões alarmantes relacionadas ao meio ambiente e à saúde, somadas à demanda das pessoas por soluções de mobilidade que permitam mais espaço para vivenciar a cidade, a indústria automobilística se vê diante de muitos conflitos, afinal, é um dos segmentos mais desafiados na era do compartilhamento.

Em sua apresentação nesta quarta-feira, 3, Hermann Mahnke, diretor de marketing Mercosul da GM, parafraseou a CEO global da GM, Mary Barra, que afirmou há dois anos que o segmento automobilístico vai mudar mais nos próximos cinco anos do que nos últimos 50. E para aqueles que pensam que a mudança está distante, o executivo trouxe alguns exemplos práticos do que a companhia tem feito para pavimentar mudanças que resultarão na transformação da própria razão de ser de seu negócio.

O que hoje guia a GM como empresa global é um futuro zero: zero acidentes automobilísticos, zero emissões de combustíveis e zero congestionamentos. Para alcançar essa realidade que hoje soa bastante utópica, a marca se debruça diariamente sobre quatro pilares: conectividade, compartilhamento, eletrificação e automação.

Hoje, a GM conta com o OnStar, um sistema de telemática que conta com funcionalidades como acionamento automático do resgate em caso de acidente e localização do veículo em caso de roubo ou furto. Já o Maven, que está em fase de testes no Brasil mas já funciona nos EUA, é o serviço de compartilhamento da empresa, que permite o uso de carros por minutos, horas e dias, e cobra do passageiro de acordo com o tempo de uso.

Por aqui, a GM pretende disponibilizar o Maven primeiramente em grandes condomínios e prédios comerciais.

O Bolt EV é o modelo de carro elétrico da marca, e que segundo Hermann é o tipo de veículo que irá predominar nos asfaltos dentro de poucos anos, assim como os carros autônomos, que estão em fase de teste nos EUA. “E isso é somente a ponta do iceberg do que a gente enxerga como futuro de negócio”, disse o executivo. Segundo ele, quando os carros elétricos ganharam escala, a cadeia será mais rentável e o carro será muito mais barato para o consumidor final.

Ciente de que irá perder o lado aspiracional de seu negócio, já que millennials têm cada vez menos vontade de ter carros, Hermann se ancora na certeza de que a mobilidade não vai deixar de ser relevante e que, a partir desse fato, as montadoras poderão mudar seus papeis e se tornarem plataformas de serviço.

“Os carros serão hardware de um app e, com isso, abrem-se uma infinidade de possibilidades de negócio para a indústria, que terá conhecimento profundo sobre os hábitos do consumidor. Talvez daqui uns anos uma empresa de tecnologia digital e meu fornecedor de mídia possam vir a ser meus concorrentes”, analisou.

Nesse contexto, ele diz que não tem medo de não saber com exatidão a forma e as cores de seu negócio no futuro. “A GM tem mais de um século de vida. Temos parcerias estratégicas com experts no assunto de tecnologia. Temos algo valioso em mãos que é o tempo de transporte e viagem do consumidor”, disse.

Em um futuro muito, as marcas automotivas deixarão de discutir volume de marketing share para falar em liderança em quilômetros rodados e pouco importará de quem é o carro, mas quais serão as soluções em torno dele.

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