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2 E 3 DE OUTUBRO DE 2018 | HOTEL UNIQUE, SÃO PAULO - SP

Afinal, quem acelera quem?

Quando o assunto é a aproximação entre grandes empresas e startups, o desafio é construir uma relação de ganha-ganha

Luiz Gustavo Pacete
3 de outubro de 2018 - 18h56

Grandes empresas e startups. Juntar esses dois mundos requer muito esforço, fazê-lo sem estratégia é como misturar água e óleo. No entanto, quando essa conexão é feita de forma inteligente e de acordo com a compreensão de que ambos precisam ganhar, o resultado é diferente. Essas foram algumas das definições do painel “Startups, agora um negócio corporativo”, apresentada no #MaxiMidia2018.

Romero Rodrigues, da Redpoint Eventures, Janaina Camargo, da Ouvi HQ e Beatriz Montiani, da Visa, apesar de divergirem em vários pontos, concordam que a aproximação não é mais uma opção, ela é inevitável. “Quando converso com CEOs globais, escuto de todos eles que a ruptura pode vir de qualquer lugar, logo, não é uma opção das grandes empresas de não estar conectada com esse ambiente”, disse Romero Rodrigues. Eles colocaram em perspectiva alguns pontos importantes dessa relação:

Romero Rodrigues, da Redpoint Eventures, Janaina Camargo, da Ouvi HQ e Beatriz Montiani, da Visa (Crédito: Denise Tadei)

Quem acelera quem?
Para Beatriz Montiani, da Visa, o aprendizado entre empresas e startups é de um para um. “Além de acelerarmos nos nossos programas, somos acelerados por essas startups que nos provocam a pensar e a rever nossos processos”, afirma. Ela ressalta que é fundamental que a liderança esteja alinhada com esse ecossistema e tudo o que ele representa.

Repensar a forma de investir
Janaina Camargo, da startup Ouvi HQ, aponta que, por muitas vezes, já ouviu de grandes empresas que o investimento em inovação é definido previamente e sem margens para flexibilidades, o que não faz muito sentido na velocidade com que as mudanças ocorrem. “Em um ambiente de prototipagem, velocidade e validação, ter um investimento engessado não faz sentido”, afirma.

Cuidado na estratégia
Romero Rodrigues aponta que muitas grandes empresas pensam que qualquer startup vai querer estar em seus programas, o que não é verdade. “Com a experiência que temos no Cubo, com o Itaú, tem muitas startups que não querem ter investimento do banco agora, elas querem quando crescerem e forem do tamanho da XP, ou seja, é necessário que haja uma inteligência na hora de fazer essa aproximação”, afirma.

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