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Chuck Porter ensina: não faça marketing, faça cultura pop

Ao encerrar o Maximídia 2018, fundador da Crispin Porter disse que as marcas devem ser flexíveis para acompanhar o comportamento das pessoas

Bárbara Sacchitiello
5 de outubro de 2017 - 14h49

“O que o mercado chama de cases, chamo de trabalhos bacanas”, disse Chuck Porter (Crédito: Denise Tadei)

Ícone da publicidade e da criatividade para quem atua ou acompanha o universo da publicidade, Chuck Porter tem uma maneira peculiar de definir o trabalho que sua agência, a Crispin+Porter, faz pelo mundo. Enquanto muitos consideram que dali saíram alguns dos melhores cases e ideias que a indústria publicitária viu nos últimos anos, para o idealizador, seus funcionários e ele estavam simplesmente se divertindo.

“O que o mercado chama de cases, costumo chamar de trabalhos bacanas. Quando criamos uma mensagem para uma empresa ou ajudamos uma empresa a divulgar algum produto sempre pensamos como seria a melhor maneira de fazer aquilo de forma divertida. Essa ideia acaba sendo importante para a criação dos trabalhos, pois conseguimos fazer para os clientes aquilo que realmente gostaríamos de ver para nos entreter”, definiu Porter, que encerrou a edição de 2017 do MaxiMídia.

A naturalidade com a qual explica a genialidade por trás de campanhas de marcas como Burger King, Domino’s e Volkswagen dão a impressão de criar mensagens que convençam pessoas a consumir produtos são atividades simples. Em sua opinião, elas até são simples, se tiverem como foco algo que transborda a linha divisória da propaganda.

“O mundo muda muito rápido e, por isso, não vale mais a pena fazer planos de marketing de longo prazo. É importante observar o comportamento das pessoas, as transformações e tentar ser o mais flexível possível para aplicar as mudanças necessárias. Por isso, a melhor forma de fazer uma publicidade eficiente é inserir as marcas na cultura pop. A partir do momento que a gente coloca a mensagem de um produto na cultura das pessoas, aquilo se torna verdadeiro e mais divertido e eficiente”, declarou.

Para criar ícones de cultura é necessário preservar as características e peculiaridades de cada região, na opinião do fundador da CP+B. Sob essa premissa, integrar criatividade os escritórios de diferentes partes do mundo é algo que ele rejeita. “Não acho que uma rede global de agências tenha que ter uma liderança única e obedecer sempre um modelo. É possível criar campanhas globais, mas sempre preservando a identidade e a característica do humor e da cultura de diferentes localidades para que a mensagem funcione”, opinou.

Por mais que os atuais trabalhos da agência explorem as novas ferramentas tecnológicas que a indústria passou a ter à disposição, Porter é ciente de que nenhuma fórmula utilizada hoje será válida amanhã. “O mundo muda o tempo todo e a principal conclusão disso é que, sim, estamos todos ferrados”, brincou. Há um alento, no entanto, para essa previsão aparentemente apocalíptica no entendimento do criativo. “Independente do canal, da mídia ou da tecnologia utilizada, a narrativa e a história são os elementos que sempre irão prevalecer. Quando o cinema começou, por exemplo, as pessoas se contentavam em ver uma cena com cavalos correndo. Depois, elas não queriam somente ver aquilo, como também desejaram saber para onde os animais iriam e por quê eles estavam correndo. Ou seja, a história sempre será o centro das atenções. E isso, as agências têm a missão de saber fazer”, concluiu.

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