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“Vivemos uma época de verdade e identificação”

Luan Santana fala no #MaxiMídia2017 sobre relacionamento com anunciantes e como fãs inspiram seu trabalho

Victória Navarro
4 de outubro de 2017 - 18h48

 

Igor Ribeiro e Luan Santana (crédito: Denise Tadei)

Entre uma diversidade de assuntos, Luan Santana contou como transformou-se em um artista da era digital, durante o #MaxiMídia2017 nesta quarta-feira, 4, em painel intermediado por Igor Ribeiro, editor do Meio&Mensagem. O cantor acumula quase 5 milhões de seguidores no YouTube, em torno de 15 milhões no Instagram e outros 15 milhões no Facebook. “Peguei o final dos discos. Era uma época mágica, gravar e os fãs esperarem o lançamento. Hoje, quando não se atrela uma imagem (DVD ou videoclipe) a um disco, as pessoas querem alguma coisa a mais”, falou. Ele ainda disse que, atualmente, o que funciona no mercado são singles: “Não se pode esperar muito para lançar o próximo. Afinal, tudo está mais rápido e dinâmico”.

Publicidade e relacionamento com fãs

Luan Santana contou como sua empresa, responsável pela gestão de sua carreira e agenciamento artístico, aproximou-se em muitas etapas de uma agência de publicidade. “Eu costumo seguir muito meu coração, mas ouço todas as opiniões. A gente reúne todos os funcionários (afinal são público também), para ouvir as opiniões. Anotamos os pontos positivos e negativos. Isto acontece também muito na composição de uma música”, disse.

O cantor ainda apontou a importância de ouvir os fãs, para a sua estratégia de carreira. “É um processo coletivo”. Viajando o Brasil para realizar shows (são cerca de 20 por mês), Luan Santana ainda constatou que apesar das culturas e sotaques diferentes, sua música une todos.

Recentemente, como parte da campanha “Como você fica quando está com fome”, criada pela AlmapBBDO, Snickers fez uma ação com Luan Santana e Simone e Simaria. Na ação de marketing agenciada pela BR Media, o cantor publicou em seu próprio Instagram que abandonaria o estilo romântico e optaria pelo heavy metal. A campanha foi revelada quando a dupla feminina encarou o desempenho metaleiro de Luan Santana como duvidoso e sugeriu que seria fome. “Eu me surpreendi muito, porque bandas de heavy metal me convidaram para participar delas (enquanto não sabiam que era uma ação de marketing). Me deram boas-vindas e as pessoas acreditaram de fato. Parou a internet”, relatou.

Luan também relembrou uma campanha da Shell que, com o objetivo de debater a busca por fontes de energia limpas e renováveis, reuniu o cantor com diversos artistas internacionais. A ação contou com uma nova versão da música Best Day of my Life. “Agora, renovamos o contrato. Ao longo de 2016, o vídeo teve quase um 1 bilhão de compartilhamento”, disse Luan Santana (confira no vídeo o clipe da ação):

O cantor também comentou sua relação com influenciadores como com o comediante Whindersson Nunes, que participou do clipe de sua música Acordando o Prédio, lançada no início deste ano. Anteriormente, Luan já havia gravado com a youtuber Keféra a paródia de Dia, Lugar e Hora. E, mais tarde, voltou a convocar Whindersson, ao lado de Bia Boca Rosa, para participarem de seu show de dez anos de carreira. “A onda é ser multiplataforma. Eu consigo conversar de todas as formas possíveis com o meu público. Os jovens estão crescendo com o meu trabalho”, falou sobre o trabalho com influenciadores.

O papel das mulheres

Luan também comentou o disco 1977, para o qual foram convidadas figuras femininas — Ivete Sagalo, Anitta, Ana Carolina, Marilia Mendonça, Sandy e Camila Queiroz. “Tinha essa onda de empoderamento feminino e sem levantar a bandeira, queria tratar deste assunto. Afinal, surgiram várias cantoras nas música, no sertanejo em especial, depois de um período em que não apareciam muitas vozes femininas”, contou sobre o processo de criação do álbum. “Em 1977, foi o dia que a ONU instituiu o Dia Internacional da Mulher”.

Luan Santana finalizou dizendo que, em sua opinião, “nunca esteve tão claro que as pessoas não são robôs, tem sentimentos e emoções. A gente precisa tocar o coração das pessoas e ter ideias que mudem o estado emocional delas. Os jovens são sensíveis e estão abertos para serem atingidos por questões externas”.

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