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3 E 4 DE OUTUBRO DE 2017 | HOTEL UNIQUE, SÃO PAULO - SP

Como os publicitários podem tornar o mundo melhor?

Com exemplo da plataforma Papel & Caneta, André Chaves ressaltou a necessidade de mais empatia e união na indústria

Bárbara Sacchitiello
4 de outubro de 2017 - 16h38

André Chaves falou que uma indústria mais unida e solidária deve ser a preocupação de líderes de grandes agências (Crédito: Denise Tadei)

Os anseios de um jovem que pretende seguir carreira na publicidade são quase sempre parecidos: conseguir emprego em uma importante agência, ter seu trabalho reconhecido e conquistar prêmios. Mas será que isso é suficiente para fazer com que eles possam ter a consciência tranquila e se sentirem, de fato, felizes?

Para André Chaves não bastou. Depois de ter trabalhado no planejamento de algumas agências e de se ver imerso no mesmo ciclo de trabalho que visava apenas reconhecimento através de premiações, o profissional decidiu dar um tempo. Viajou a Nova York, visitou diversas agências e conversou com líderes de várias empresas de comunicação até descobrir o que procurava: uma forma de aliar seu trabalho a iniciativas e projetos que possam, de alguma maneira, contribuir com a evolução da comunicação e da sociedade.

Ao relatar sua experiência para os participantes da edição de 2017 do MaxiMídia, no painel “Uma indústria tão competitiva pode agir de forma coletiva?”, Chaves convidou os profissionais para uma reflexão. “Será que falta realmente tempo para que possamos pensar em ideias que possam melhorar a vida das pessoas e da nossa própria indústria ou o que falta é espírito de coletividade e união?”, questionou.

O profissional mostrou como está fazendo sua parte. Em 2014 ele começou, por conta própria, a entrar em contato com profissionais de publicidade de diversas partes do mundo para perguntar se eles também tinham a mesma inquietação. Com o apoio de nomes como André Kassu, da CP+B Brasil e Diego Machado, da AQKA São Paulo, foi fundada a plataforma Papel & Caneta, um coletivo que procura conectar jovens a líderes da indústria da comunicação. A ideia é dar visibilidade a ideias, causas e projetos de grupos e pessoas que não teriam acesso às mais potentes ferramentas de comunicação e da mídia.

Com reuniões periódicas, realizadas em diversas cidades do mundo, o Papel & Caneta já colocou muitas ideias em prática. No ano passado, em Nova York, o grupo criou um workshop para disseminar informações e tentar derrubar os preconceitos que trazem violência física e social para as pessoas trans dos Estados Unidos. Neste ano, mais uma vez em território norte-americano, o grupo entrou na causa dos refugiados, criando uma campanha com a proposta de desmistificar estereótipos criados em relação aos refugiados e diminuir a tensão existente entre os descendentes de diferentes nações nos Estados Unidos. “Diante do governo Trump achamos que esse era um momento propício para trazer essa causa à tona”, declarou Chaves.

Além de mostrar os exemplos do Papel & Caneta, o profissional também pontuou que, em um cenário que caminha cada dia mais para uma estrutura colaborativa, o trabalho autocentrado, a competição excessiva e a individualidade serão elementos danosos para a vitalidade das agências e de toda a indústria de comunicação. “É necessário que exista mais empatia e menos competitividade. Como criaremos um amanhã sem pensar nas outras pessoas?”, questionou, utilizando como exemplo o mais importante encontro global da indústria publicitária. “Acho Cannes uma ótima oportunidade de socialização. Os líderes se encontram, torçam impressões e informações sobre seu dia a dia e criam um espírito de coletividade. Mas o Festival dura apenas sete dias. O que os líderes estão fazendo nos demais dias do ano?”, provocou.

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