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Maílson da Nóbrega faz balanço positivo para 2018

O ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria faz previsões econômicas alentadoras para o ano eleitoral no #MaxiMidia2017

Sergio Damasceno Silva
4 de outubro de 2017 - 15h53

O ex-ministro Mailson da Nóbrega faz previsões otimistas para 2018, quando haverá eleições presidenciais (Crédito: Eduardo Lopes)

Em 2018, o Brasil chegará à oitava eleição direta para presidente da República (e mais os governadores, dois terços do Senado Federal e a totalidade da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas estaduais). Nesse cenário, o ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria, Maílson da Nóbrega, fez uma série de previsões otimistas para o ano que vem durante exposição no #MaxiMídia2017 que acontece nesta quarta-feira, 4, em São Paulo (SP).

As previsões do ex-ministro estão baseadas no fato de que, na conjuntura macroeconômica, o Brasil já saiu da recessão. “Os dados, baseados em indicadores de renda, emprego, tráfego nas estradas, mostram que a recuperação já engatou e o crescimento do PIB deve passar de 0,7% este ano para 2,8% de expansão em 2018. A inflação deve fechar 2017 com 3,1% e 4,1% no ano que vem”, antecipou. Sobre a inflação, o economista lembra que a cada vez que a inflação fica abaixo (3%) ou acima (4,5%) do piso, o Banco Central tem que justificar. O Bacen sempre justificou, até aqui, quando a inflação ultrapassou o piso para cima, mas será a primeira vez que o banco deverá justificar a inflação abaixo do piso e isso já leva o mercado a trabalhar com expectativas diferentes. “Em 2018, a inflação deve subir para 4,1% porque o consumo está engatando e não seremos beneficiados pelos efeitos da safra que reduziu os preços dos alimentos que caíram 5% nos últimos meses”, explicou Maílson. E, para encerrar 2017, a taxa Selic, que regula os juros praticados pelo sistema financeiro, deve fechar em 7%, a menor da história desde que foi instituída.

Outra boa notícia para os mercados de consumo é que o desemprego começa a cair. O índice de desemprego em queda deve se acentuar nos próximos meses, o que é uma boa notícia para o consumo porque acontece a chamada expansão da massa salarial real, dissw Maílson. “Isso é conjunto de recursos que permite às pessoas físicas consumirem e ter a capacidade amplificada por maior acesso ao credito. O crédito para pessoa física cresce há mais de seis meses. Há uma recuperação simples ainda misturada com recuperação de confiança, que gerará renda e ocupação da capacidade ociosa”, afirmou o economista.

O investimento no Brasil caiu entre 15% e 16% nos últimos anos. “Mas precisamos crescer entre 20% e 25% e, para isso, temos que inaugurar novo ciclo de investimentos com a aquisição de máquinas equipamentos, instalações etc. O Brasil melhorou seu perfil como ator mundial e as reservas chegam a US$ 380 bilhões. “O Brasil é credor internacional: o mundo deve mais ao Brasil do que o Brasil ao mundo”, falou o economista.

Hoje, segundo Maílson, apenas a China está melhor do que o País entre os emergentes. “A despeito tudo, somos o terceiro maior produto de avião, com a Embraer, que é competitiva pela qualidade de projetistas, engenheiros e pela gestão. Também o agronegócio é muito competitivo. A região Centro-Oeste tornou-se uma grande fonte de produção agrícola e temos uma agricultura altamente tecnológica: O Brasil é campeão do uso de tecnologia no campo – temos trator sem tratorista e 25% dos drones em uso estão na agricultura. E temos capacidade de dobrar a produção de grãos com aumento de produtividade”, assegurou.

Para o ex-ministro, esses dados positivos e fatores como o governo sobre controle, democracia consolidada, judiciário independente, imprensa livre, novas crenças da sociedade e mercados, os desafios são com a educação, produtividade e solvência fiscal. Estabelecidos esses desafios, o cenário para as eleições gerais em 2018 aponta para uma disputa eleitoral ainda a ser desenhada. Na opinião de Maílson, Lula, como candidato, acusado ou não pela Lava Jato, estará fora do jogo. Por outro lado, existe “baixa probabilidade de eleger um aventureiro, porque a eleição demanda tempo de TV, por exemplo. E o Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, Reino Unido e França, não lida com temas ligados à globalização como sentimentos –anti-imigrantes, construção de muros e saídas de blocos econômicos (como o brexit)”, detalhou o ex-ministro.

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