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“O futuro deve ser multicolor, e não verde”

No #MaxiMídia2016, o designer Fred Gelli aponta que o desafio evolutivo é também criativo, e as marcas guardam a saída para o dilema

Guilherme Fernandes
27 de setembro de 2016 - 16h30

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Fred Gelli no #MaxiMídia2016 (foto: Celina Filgueiras)

A natureza é a fonte de inspiração primária para o designer Fred Gelli e sua agência, a Tátil Design de Ideias. Ao longo de sua palestra no primeiro dia do #MaxiMídia2016, nesta terça, 27, o criador do logo da Rio 2016 apresentou os princípios que norteiam seu trabalho e sua visão de mundo, em geral com referência à biomimética, disciplina que ele ministra na PUC-RJ.

Para Gelli, a humanidade está num momento de desafio evolutivo, em que é necessário redesenhar tudo, do modo de vida aos serviços. “Tornamos reféns desse modelo de sociedade e o consumo está em cheque”, declara. É necessário rever as competências da espécie humana. E onde está a principal fonte para isso?

Para mudar o mundo
As marcas guardam os conjuntos de competências necessários para essa virada histórica, na visão do designer. “O potencial do Google enquanto agente de transformação de realidade é maior que o de muitos estados”, exemplifica. Apenas vender coisas e forçar o consumo não atrai mais o público; é necessário construir relações relevantes. Nesse sentido, o desafio evolutivo é também criativo, declara Gelli, que considera o design como essencial para esse processo.

Ele sugere que uma empresa mergulhe em suas competências essenciais, não entregando só o que o mercado espera. É uma trinca: “a partir de suas competências essenciais, uma empresa encontra seu propósito e determina seu contexto de atuação”. Antes de uma empresa crescer, é necessário arrumar a casa, ou seja, encontrar seu propósito e, a partir dele, unir seus departamentos e áreas, geralmente fragmentados.

O problema é que a mudança exige gasto de energia, algo que é contrário ao princípio da natureza e que geralmente acontece quando o instinto de sobrevivência é exigido. Para Gelli, um exemplo de investimento errado de energia é a aposta no futuro verde. “Esse atalho para empresa verde é uma armadilha, é um futuro monótono, em que empresas uniformizam suas essências e a diversidade diminui”.

Marca viva
Gelli explica que uma marca relevante é uma marca viva, que ocupa espaço na vida das pessoas e protagoniza a transformação. Essa empresa atende aos seguintes pontos:

– Equilibra demandas de longo prazo e demandas de curto prazo;
– Atrai e mantém talentos;
– É protagonista na construção de um futuro desejável e
– Gera valor sustentável e compartilhado.

Inovação também é fundamental. As marcas vivas deverão estar presentes no futuro multicolor – em vez do futuro verde – desenhado por Gelli. Nesse contexto, as empresas geram valor na vida das pessoas; impactam a cultura, o modo de vida e mudam as perspectivas, e o propósito claro e relevante é inspirador para as pessoas. Além disso, no futuro colorido são construídas experiências consistentes em cada encontro entre a marca e o público. E, fundamentalmente, é entregue o que se promete, explica Gelli.

Rio 2016
Criados pela Tátil, os logos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos deste ano são um exemplo de marca viva para Gelli. “A marca transmite o recado de que acolheríamos as pessoas com a energia própria do brasileiro, com abraço e afetividade”. A cor e a forma materializam tudo isso. A natureza carioca também inspirou o logotipo e a tipografia: “uma cidade escultura merecia um logo escultura”, disse ele em referência ao formato 3D. Para Gelli, exemplos de vivacidade da marca foram a múltipla interpretação que ganhou junto às pessoas e sua aplicação a partir de um bem direcionado brand direction, usado como referência para tudo relacionado ao evento.

Gelli destacou a marca paralímpica e a também a abertura da Paralimpíada, da qual participou. “Como os corpos paralímpicos são diferentes, queríamos traduzir o espírito em movimento, e trazer experiências sensoriais”.

O vídeo a seguir, apresentado na palestra, resume o processo:

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