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Novos desafios, novas lideranças

Em meio a grandes transformações, líderes de agências apontam que o momento é uma oportunidade para resgatar o valor do relacionamento com o anunciante e a atenção com a gestão de pessoas

Sergio Damasceno Silva
26 de setembro de 2016 - 17h44

Representantes do novo comando entre as principais agências debatem os desafios e a gestão de pessoas

O tema do MaxiMídia 2016 é “Que mercado você quer liderar?” É um amplo espectro que implica em inovar, gerenciar pessoas e, principalmente, dar continuidade à história da publicidade brasileira. O evento acontece em São Paulo nos dias 27 e 28 deste setembro e, no segundo dia, um dos painéis, justamente, se debruça sobre a questão: que mercado liderar? Para tentar responder essa e outras dúvidas pertinentes à dinâmica que envolve pessoas, tecnologia e os rumos da publicidade, Eduardo Simon, CEO da DPZ&T, Guga Ketzer, presidente da LDC, e Marcio Santoro, copresidente da Africa, representantes do novo comando entre as principais agências, comentam os desafios, a gestão de pessoas, o mercado constantemente em mutação e como a publicidade brasileira se insere no contexto em que agências e anunciantes são, cada vez mais, globais.

Uma dessas transformações tem a ver com uma tendência global, em que agências encontram-se frente à frente com competidores inesperados como as consultorias que investem, inclusive, em searas antes exclusivas, como a criatividade. Eduardo Simon, CEO da DPZ&T, concorda que o mercado passa por um momento único de transformação. “E isso é ótimo, pois grandes mudanças trazem consigo uma oportunidade de renovação.  É o momento das agências se reinventarem, de se restabelecerem do ponto de vista de valor. Só fazer propaganda não é mais suficiente. Precisamos conhecer a fundo o negócio de cada cliente para desenvolver soluções mais estratégicas. Para continuarmos a ser relevantes, temos de nos posicionar como parceiros de negócios dos clientes. Temos feito várias mudanças nessa direção e a mais recente foi estabelecer uma nova maneira de pensar e executar a mídia, aproximando, na DPZ&T, duas áreas estratégicas com a intenção de desenvolver projetos ainda mais personalizados para cada marca atendida. As agências que entenderem que precisamos rever o modelo, adotando um perfil mais analítico, voltado ao aprendizado constante, atravessarão esse momento de transição com menos dificuldade”, pontifica o CEO.

Esse momento de transição está diretamente relacionado às movimentações de pessoas. Até porque novos players requerem talentos. Talentos esses que têm ido buscar (ou têm sido encontrados por) desenvolvedores de aplicativos, de plataformas e, claro, as próprias consultorias. “O mercado vive uma crise de talentos porque está se espalhando – indo para apps, plataformas e consultorias. É preciso estabelecer novas relações entre veículo, cliente e agência. Precisamos parar de sentar numa mesa quadrada para sentar numa mesa redonda – e ficar do mesmo lado, seja dentro ou fora. Se esse movimento inteiro rumar para algo, mesmo que seja a duras penas, e o trabalho for valorizado, melhor. Não tem como negar ou obstruir a evolução”, argumenta o presidente da LDC, Guga Ketzer. O publicitário destaca que tem algo acontecendo é porque existe espaço para isso e, pondera, alguém vai preencher esse espaço. “O importante é entender qual é o espaço. As agências precisam voltar a ter relevância! Estar cada vez mais dentro do negócio do cliente para, aí sim, produzir melhor a comunicação, e não apenas ser um lugar que demanda exercício de comunicação”, diz Guga.

Simon, da DPZ&T, afirma que o grande desafio é acompanhar as evoluções naturais pelas quais o mercado passa e modernizar o trabalho. “Mas sem deixar de lado os pilares que nos trouxeram até aqui. Não podemos perder de vista o DNA criativo e, principalmente, as relações éticas que sempre pautaram o negócio. Tento trazer comigo os ensinamentos que grandes nomes da história da propaganda me trouxeram, mas com a coragem de modernizá-los para acompanhar as complexas transformações pelas quais o segmento está passa”, afirma.

A forma como a digitalização dos meios dispôs a compra de mídia e a veiculação de publicidade no ambiente online pode parecer, a princípio, que a tecnologia lidera esse processo de mudança na cadeia anunciante-agência/veículo. Mas, não é bem assim. Para Guga, a tecnologia somente acelera muito rápido pela própria necessidade humana. “A tecnologia não corre sozinha porque, toda vez que isso acontece, simplesmente não sobrevive. A essência de gestão sempre será gente e isso está acima de qualquer tecnologia”, diz. Fundamentado nesse conceito e no fato de que as novas gerações têm uma relação completamente diferente com a tecnologia em relação aos gestores, Guga diz que é por isso que o líder não pode se desconectar da geração mais jovem. “O mais importante é os líderes entenderem que tipo de tecnologia faz com que o comportamento das pessoas mude para, a partir daí, saberem como gerir as pessoas”, afirma.

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